No cenário internacional, dólar se enfraquece globalmente em meio a novas tensões comerciais pelos EUA. As novas ameaças de tarifas de importação e de “guerra comercial” pelos EUA aumentam as preocupações de impactos negativos sobre a economia americana e desvaloriza o dólar globalmente, o que favorece o desempenho do real. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos voltou a escalar as tensões comerciais com outros países, afirmando que elevará a tarifas de importação sobre aço e alumínio para 50% nesta quarta-feira (04), ameaçando a União Europeia com tarifas de 50% e acusando a China de descumprir os termos do acordo de 12 maio para trégua nas barreiras comerciais aplicadas por ambos. Os temores mais elevados de tensões comerciais pelos EUA provocam aversão global ao risco e fuga de ativos denominados em dólares. Embora o real costume ser prejudicado em momentos de maior estresse e incerteza, neste momento o enfraquecimento global do dólar prevalece e resulta em uma queda da taxa de câmbio na sessão.
No Brasil, Moody’s rebaixa perspectiva de nota de crédito soberana do país. Em meio a resistências do Congresso ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o rebaixamento da perspectiva de crédito brasileira pode aumentar os prêmios de riscos exigidos por investidores para ativos brasileiros, o que tende a enfraquecer o real. Na prática, o rebaixamento implica que a agência tem menor confiança na capacidade do governo de equilibrar as contas públicas e reduzir o ritmo de endividamento do país. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja apresentaram novo declínio na manhã desta segunda-feira (02), aproximando-se dos menores níveis nas últimas três semanas. O bom tempo no Centro-Oeste dos Estados Unidos e a incerteza sobre a demanda, devido à instabilidade em torno das políticas de incentivo ao setor de biocombustíveis no país, foram os principais fatores de pressão sobre o mercado neste dia.
O clima favorável em regiões produtoras nos Estados Unidos aumentou as esperanças de uma oferta abundante para a safra no país, pressionando os futuros da oleaginosa em Chicago.
No mercado do milho, alguns recuos chegaram a ser registrados nesta manhã, mas o cereal conseguiu se recuperar e encerrou o pregão noturno no campo positivo.
No Brasil, analistas têm indicado que o milho enfrenta um movimento atípico para o período. No entanto, espera-se que os preços voltem a declinar no mês de julho, que é quando se tem a maior oferta do produto no mercado interno, fator que naturalmente pressiona as suas cotações.
Os preços do trigo acumularam novos ganhos nesta manhã, em meio a um retorno das tensões geopolíticas na região do Mar Negro. A desvalorização do dólar contribuiu para os ganhos de quase 2% nesta manhã, mas é principalmente o enfoque em torno do conflito entre Rússia e Ucrânia que ocasionou a maior parte dos ganhos.
Um ataque de drone ucraniano no território russo elevou as tensões na região, que concentra dos principais exportadores mundiais de trigo. Ambos os países iniciaram uma segunda rodada de negociações diretas de paz desde 2022, em Istambul. No entanto, não há indícios de que eles estejam próximos de um acordo, ainda mais depois das forças ucranianas terem atingido bombardeiros nucleares dos adversários.







