No cenário internacional, investidores acompanham indicadores sobre a economia norte-americana. A divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos influencia diretamente a percepção dos agentes de mercado sobre a trajetória da maior economia do mundo. Alterações nessa percepção, por sua vez, afetam não apenas o desempenho dos ativos americanos, mas também as expectativas sobre o crescimento global, com repercussões importantes sobre ativos de países emergentes, como o Brasil. Os indicadores publicados nesta manhã reforçaram os sinais de enfraquecimento do dinamismo econômico, com novos avanços nos pedidos de seguro-desemprego e sinais claros de retração nas importações. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram pela segunda semana consecutiva, totalizando 247 mil solicitações, acima da expectativa de 236 mil e do número da semana anterior (240 mil). Já a balança comercial apontou para uma forte redução do déficit em abril, que recuou para US$ 61,6 bilhões, ante os US$ 138,3 bilhões registrados no mês anterior. Destaca-se da divulgação a queda acentuada nas importações de bens, de 16,3% na comparação mensal, que se retraíram especialmente diante das novas alíquotas de importação e por sucederem os meses em que importadores tentaram se antecipar aos impactos das barreiras comerciais.
Na Europa, Banco Central Europeu reduz juros pela oitava reunião consecutiva. A continuidade da flexibilização monetária na zona do euro tende a enfraquecer o euro frente a outras moedas, sobretudo o dólar. Esse movimento pode influenciar os fluxos globais de capitais e afetar, de forma indireta, moedas de economias emergentes, como o real. O novo corte reforça a percepção de afrouxamento monetário prolongado na zona do euro, o que tende a pressionar o euro frente ao dólar. Esse fortalecimento relativo da moeda americana, por sua vez, pode influenciar negativamente o desempenho de moedas emergentes, como o real. Para acompanhar de forma mais aprofundada os temas que movimentam o mercado internacional, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os preços futuros são pressionados pelo tempo favorável que atinge a região do Meio-Oeste nos Estados Unidos, o que deve se refletir em melhores perspectivas de produção para esta região do país. A desvalorização do dólar contribui para limitar as perdas no setor, devido ao aumento da competitividade do produto estadunidense no mercado internacional.
Os preços do milho parecem ter se estabilizado, após atingirem as mínimas de alguns meses no início da semana, devido à melhora nas condições de safra nos Estados Unidos. Na Ucrânia, espera-se que haja uma redução nas exportações de milho, devido
No Brasil, as cotações do milho encerraram a quarta-feira no campo positivo, puxadas pela recuperação em Chicago, em busca de negociações pontuais no mercado doméstico e externo.
Os preços futuros do trigo operam novamente em alta na manhã desta quinta-feira (05), diante de um cenário incerto acerca da capacidade de abastecimento na região do Mar Negro e na China.
A intensificação dos conflitos geopolíticos entre Rússia e Ucrânia tem aumentado a instabilidade sobre a dinâmica de comercialização internacional no mercado de grãos. Na China, o clima seco ameaça a produtividade do trigo em desenvolvimento no país, neste momento. Sendo a principal consumidora do cereal mundialmente, uma queda na produção chinesa pode estimular um novo fluxo de exportações para o país asiático.





