No cenário internacional, EUA e China realizam segunda rodada de negociações para discutir entraves comerciais. Autoridades diplomáticas americanas e chinesas se encontram novamente hoje em Londres para avançar nas negociações dos termos de um potencial acordo comercial entre ambas. Uma suavização das tensões comerciais entre as duas maiores economias globais pode reduzir receios de uma desaceleração mais intensa do crescimento de ambas. Caso as negociações de hoje resultem em um anúncio de que as negociações foram produtivas ou em uma diminuição do controle de exportações entre China e EUA, a tendência é ampliar o apetite por riscos de investidores e contribuir para uma queda da taxa de câmbio do real. Por outro lado, caso as negociações de hoje sinalizem um impasse, é provável que isto resulte em maior aversão ao risco e contribua para o enfraquecimento do real.
No Brasil, uma leitura mais moderada para o índice contribui para diminuir a preocupação dos investidores em relação à inflação brasileira, o que, em contrapartida, reduz a percepção de que os juros Selic devem manter-se mais altos por mais tempo. A moderação do IPCA tende a aliviar os temores inflacionários no país, reduzindo as expectativas de manutenção da Selic em níveis elevados por mais tempo. Tal movimento pode, por sua vez, impactar negativamente o rendimento dos títulos domésticos e desvalorizar o real. Para ficar por dentro dos assuntos que movimentam os mercados no Brasil e no mundo, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os investidores estão atentos às negociações entre China e Estados Unidos para dar direção mais clara aos negócios. À princípio, as negociações comerciais entre China e os Estados Unidos têm avançado e alimentado maior sentimento otimista entre os integrantes do mercado, no que tange a resolução da disputa tarifária entre os países.
A imposição de tarifas sobre os produtos agrícolas dos EUA abriu espaço para que o Brasil avançasse na comercialização da sua safra recorde de soja. Com isso, o país sul-americano atingiu recorde de exportação de soja para a China no mês de maio.
Os preços futuros do milho enfrentam nova pressão baixista na manhã dessa terça-feira (10), devido aos indicativos de ampla oferta para o cereal globalmente. A perspectiva é intensificada pelas condições favoráveis para a safra em desenvolvimento nos Estados Unidos e pela colheita do milho safrinha, em andamento no Brasil. Em meio a este cenário, os preços futuros do milho em Chicago já atingem suas mínimas de 2025.
No Brasil, as cotações também encerraram a segunda-feira (09) em baixa, de modo semelhante ao que se observa em Chicago. A desvalorização do dólar também contribui para pressão sobre o milho, como tentativa de manter o insumo brasileiro competitivo no mercado internacional.
No mercado do trigo, o início da colheita da safra de inverno no Hemisfério Norte também contribui para pressionar os futuros do cereal, negociados na Bolsa de Chicago. A escalada nos conflitos entre Rússia e Ucrânia, na região do Mar Negro, ajudou a impulsionar os preços do trigo na última semana, conforme aprofundado no Resumo Semanal de Trigo.
No entanto, a melhora nas condições das safras nos EUA e uma revisão positiva nas estimativas da safra russa, tem contribuído para manter o mercado pressionado desde ontem, em meio a uma aparente colheita abundante do cereal.







