No cenário internacional, o PPI americano mais fraco do que o esperado em maio. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos de maio mostrou alta menor do que a esperada na inflação ao setor produtivo do país, tanto para o índice cheio quanto para seu núcleo. O resultado mais moderado para o indicador contribui para as apostas de possíveis cortes de juros mais cedo pelo Federal Reserve, ao mesmo tempo em que diminui a perspectiva de que o "choque tarifário" implementado por Trump fosse impulsionar a inflação do país no curto prazo. A leitura mais moderada para a inflação ao produtor nos EUA deve reforçar apostas de investidores de que o Federal Reserve pode realizar novos cortes de juros mais cedo do que o esperado, o que pode prejudicar a atração de recursos estrangeiros para os Estados Unidos e contribuir para o enfraquecimento global do dólar, o que tende, por sua vez, a favorecer o desempenho do real.
No Brasil, o recuo no aumento do IOF e novas medidas fiscais do governo federal. O governo federal publicou, ontem a noite, a medida provisória com ações para compensar o recuo realizado no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As medidas apresentadas devem substituir cerca de dois terços do crescimento da arrecadação inicialmente prevista pela equipe econômica. Dentre os destaques, será diminuído o aumento do IOF sobre financiamento para empresas e sobre aportes em planos de previdência privada, reduzido o IOF em 80% na operação de risco sacado, isentado o IOF nas rendas de investimentos estrangeiros diretos no país (a exemplo do que já ocorre com investimentos financeiros e no mercado de capitais) e estabelecida alíquota mínima sobre Fundos de Investimento em Direito Creditório (FDIC). Para acompanhar com mais detalhes os assuntos que movimento os mercados no Brasil e no mundo, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja iniciaram a manhã desta quinta-feira (12) ainda com direção incerta, mas firmaram e encerraram o pregão noturno no campo positivo. Os investidores aparentam certa decepção em relação à ausência de compromissos agrícolas efetivos na trégua comercial acordada entre os Estados Unidos e a China.
O comércio agrícola não fora mencionado no acordo entre ambos os países, o que reduziu as esperanças de que se volte a observar os fluxos massivos de soja, que acabaram sufocados pelas tarifas aplicadas pela China, em retaliação às tarifas de Trump.
No mercado do milho, os contratos futuros negociados em Chicago também conquistaram alguns ganhos na manhã desta quinta-feira (12). A queda do dólar, que torna as exportações estadunidenses mais competitivas, permitiu ao mercado uma margem um pouco maior para ganhos.
No Brasil, a maior parte dos contratos futuros do milho negociados na B3 encerraram a quarta-feira (11) com perdas, pressionados pela valorização do real frente ao dólar, principalmente.
No mercado do trigo, as condições favoráveis para as safras que se desenvolvem nos Estados Unidos e em outras partes do mundo seguem pressionando os preços por um período que já se estende há algumas semanas. O mercado segue em compasso de espera, enquanto aguarda a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).







