No cenário internacional, a escalada do conflito entre Israel e Irã eleva aversão global ao risco. O governo de Israel lançou nesta madrugada uma ampla ofensiva militar contra instalações nucleares e alvos estratégicos do Irã, ampliando temores de um conflito militar entre os dois países. O aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio deve impulsionar o desempenho de ativos de segurança, especialmente moedas de países considerados "porto-seguros", bem como os preços futuros de petróleo, diante da importância produtiva da região na extração do recurso. Ao mesmo tempo, pode prejudicar ativos considerados mais arriscados, como ações, outras commodities e moedas de países emergentes, como o real.
No Brasil, investidores devem seguir acompanhando o embate entre governo e Congresso pela aprovação de medidas fiscais. No ambiente doméstico, o cenário fiscal pode seguir impactando ativos brasileiros, após o aumento das incertezas com relação à aprovação do pacote fiscal do governo no Congresso. A elevação dos temores em torno de um possível embate entre governo e Congresso com relação ao pacote fiscal pode seguir impactando na percepção de riscos fiscais entre investidores, o que tende a prejudicar o real e demais ativos domésticos. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam o Brasil e o mundo, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja operam com novos ganhos na manhã desta sexta-feira (13), com a alta do petróleo – devido ao ataque de Israel contra o território iraniano – dando suporte ao mercado de biocombustíveis, em meio às incertezas devido às políticas de incentivos ao setor nos Estados Unidos.
Os impactos do relatório WASDE não foram tão contundentes no mercado dos grãos, com os agentes optando por dar maior enfoque na ampla oferta e condições satisfatórias para as safras em desenvolvimento.
O mercado do milho opera no sentido contrário aos demais grãos, apresentando um novo recuo dos preços futuros no início deste dia. Com isso, o cereal se aproxima das suas mínimas, atingidas há seis semanas.
No Brasil, o mercado encerrou a quinta-feira com sentimentos mistos, diante do aumento na estimativa de safra divulgado pela Conab no mesmo dia. As projeções, que antes apontavam uma produção de 126,88 milhões de toneladas, foram revisadas para 128, 25 milhões de toneladas.
O mercado do trigo consegue se recuperar das mínimas de quatro semanas, atingidas em sessões anteriores. Apesar dos ganhos nesta manhã, as perspectivas favoráveis para as safras no hemisfério norte têm pesado sobre os futuros do cereal. O clima segue relativamente favorável na região do Meio-Oeste dos Estados Unidos, permitindo com que a colheita avance no país.









