No cenário internacional, os investidores estão atentos à decisão de Política Monetária nos Estados Unidos. Sinalizações acerca da trajetória futura da taxa de juros nos Estados Unidos costumam impactar o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, o que pode influenciar o valor do dólar no mercado internacional. Nesse contexto, ganha relevância a divulgação das Projeções Econômicas Sumarizadas, publicadas a cada duas decisões, que expõem as expectativas individuais dos membros do FOMC em relação à trajetória futura da taxa de juros. Há amplo consenso de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) deverá manter inalterada a taxa básica de juros, atualmente no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano. Espera-se que o Comitê reforce, em seu comunicado, uma postura de cautela e paciência, em linha com declarações recentes de seus dirigentes, que têm adotado uma abordagem de “esperar para ver”.
Tensões no Oriente Médio tem nova fase, com possível envolvimento direto dos Estados Unidos. A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio pode intensificar a aversão a risco entre os investidores, estimulando a busca por ativos considerados “portos seguros” em momentos de incerteza, o que tende a pressionar negativamente o real. Embora o foco dos mercados ao longo da sessão deva se concentrar nas decisões de juros da chamada “super-quarta”, os investidores permanecem atentos a novos desdobramentos do cenário geopolítico no Oriente Médio, especialmente diante de indícios de que os Estados Unidos possam vir a se envolver de forma mais direta no conflito entre Israel e Irã.
No Brasil, a decisão de manter ou elevar novamente a taxa básica de juros impacta o diferencial entre os juros brasileiros e os norte-americanos, afetando a atratividade dos títulos públicos nacionais e a entrada de capitais estrangeiros. Esse movimento, por sua vez, tende a influenciar o desempenho do real. No Brasil, os investidores ainda estão divididos quanto ao próximo movimento do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Dessa forma, a eventual manutenção da Selic ou a sinalização, no comunicado da decisão, de que o ciclo de altas pode ter terminado, tende a enfraquecer o real, à medida que reduz a atratividade relativa dos ativos brasileiros. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados no Brasil e no mundo, acesse a Abertura de Câmbio.
Após três dias operando no campo positivo, os contratos futuros da soja encerraram a última sessão com algumas perdas. O mercado vinha sendo impulsionado pela força do óleo de soja e das commodities energéticas, em geral, em meio à escalada dos conflitos na região do Oriente Médio.
Na manhã desta quarta-feira (18), no entanto, os investidores optaram pela realização dos lucros, especialmente se considerarem que as incertezas tarifárias não dão trégua ao setor.
No mercado do milho, a sustentação dos preços também se deve, em grande parte, à alta nos preços da energia, que tiveram incentivo a partir do aumento das tensões entre Israel e Irã. Isso ocorre pois os preços mais altos do petróleo tornam os biocombustíveis mais competitivos e, com o milho sendo uma importante matéria-prima, seus preços são estimulados positivamente.
No Brasil, o atraso na colheita do milho safrinha e no programa de exportação brasileiro tem elevado os preços da commodity na B3.
No mercado do trigo, os contratos futuros também apresentaram valorização nesta manhã. O principal fator que tem impulsionado os preços nas últimas sessões é ritmo da colheita mais lento que a média dos últimos anos nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o trigo de inverno encontra-se 10% colhido até o momento, enquanto a média para o mesmo período dos últimos cinco anos é de 16%.







