No Brasil, investidores repercutem política fiscal no Brasil, com votação para revogar aumento do IOF e declarações de Haddad. Em publicação nas redes sociais, ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que será votado, hoje, o projeto que anula o decreto do governo que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ainda no âmbito fiscal, investidores também repercutem declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, feitas ontem, em que afirmou a intenção de “congelar” as discussões sobre aumento de gastos públicos, acrescentando que, neste momento, “nenhum gasto é bem-vindo”. O aumento das incertezas em relação à condução da política fiscal no Brasil eleva a percepção de risco sobre os ativos domésticos, o que tende a pressionar negativamente o real. Embora as recentes declarações de Haddad sinalizem alinhamento com o compromisso fiscal, o cenário ainda incerto e o impasse entre Executivo e Legislativo devem continuar gerando apreensão entre os investidores, o que tende a elevar o risco percebido nos ativos brasileiros e pode pressionar o real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços da soja operam sob pressão por mais uma sessão consecutiva, na manhã desta quarta-feira (25), devido à ampla oferta disponível no mercado mundial. Os traders de grãos passam a concentrar suas atenções nas prévias para os dados de estoques de grãos dos Estados Unidos e de área de plantio. Os dados oficiais estão previstos para serem publicados na segunda-feira (30), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No mercado do milho, as cotações em Chicago também enfrentam um momento baixista, atingindo outra mínima para 2025. Agora, com o cessar-fogo em andamento entre Irã e Israel, os agentes do mercado voltam a focar na ampla oferta esperada em alguns dos principais países produtores do grão, como nos Estados Unidos. Essas perspectivas devem ter novos embasamentos a partir dos dados de plantio que devem ser divulgados na próxima semana.
No Brasil, os preços do milho operam em movimento contrário, registrando valorizações diante da chegada de uma frente fria no Centro-Sul e de atrasos na colheita do milho safrinha. O movimento altista reflete fatores locais, que acabaram ganhando força nos últimos dias.
O mercado do trigo também registra quedas em suas cotações na manhã desta quarta-feira (25). Os agentes que operam no setor se guiam pelas perspectivas de uma ampla oferta do cereal no hemisfério norte, onde a colheita do trigo de inverno avança e o plantio do trigo de primavera também está em andamento.
Consultorias locais anunciaram uma revisão para as estimativas de produção de trigo na Rússia para o ciclo 2025/26, devido a uma melhoria nas condições das lavouras observada em partes do país recentemente.









