No cenário doméstico, disputa pela taxa Ptax de fim de mês deve trazer volatilidade para a sessão. Operadores do mercado financeiro intensificam suas operações nos intervalos de formação da última taxa Ptax do mês, o que dificulta a leitura sobre os movimentos do real no dia. Além disso, as tensões entre governo e Congresso permanecem elevadas. Governo estuda a possibilidade de questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do Congresso Nacional de anular três decretos que estabeleciam o aumento do Imposto de Operações Financeiras (IOF). A incerteza sobre as alíquotas do IOF e o impasse entre Executivo e Legislativo podem aumentar a percepção de riscos fiscais de ativos brasileiros e contribuir para um enfraquecimento do real.
Internacionalmente, incertezas quanto às tarifas de importação americanas estimula cautela entre investidores. A Casa Branca tem aumentado as ameaças de novas tarifas de importação à medida que o prazo para o fim da redução temporária das alíquotas para 10% se aproxima, em 09 de julho. A imprevisibilidade e a inconsistência das políticas econômicas americanas contribuem para uma fuga de ativos do país e estimula a desvalorização global do dólar. Em entrevista no último domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “em algum momento antes do dia 09 [de julho], nós vamos enviar uma carta para todos esses países dizendo ‘parabéns, nós vamos permitir que você faça comércio com os Estados Unidos da América, sua tarifa de importação será de 25%, ou de 40%, ou de 50%”. Para verificar o relatório completo, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja avançam na manhã desta segunda-feira (30), enquanto os investidores aguardam a publicação dos relatório de área plantada, estoques e progresso de safra dos Estados Unidos, pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), previstos para serem divulgados ainda hoje.
Analistas acreditam que o mercado deve apresentar grande volatilidade ao longo do dia, devido à grande quantidade de dados para que os agentes assimilem.
No mercado do milho, ao contrário do que se observa para a soja, as cotações operam em baixa nesta manhã. As expectativas são de uma ampla oferta global, o que contribuiu para que os preços do milho se aproximassem das mínimas de oito meses na semana passada.
No Brasil, os preços futuros do milho também encerraram a última semana em queda, no agregado. As cotações são pressionadas pelo avanço da colheita do milho safrinha e pela desvalorização do dólar, que tornam as exportações brasileiras menos competitivas internacionalmente.
Os preços futuros do trigo também acumulam perdas na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT), diante das perspectivas de uma ampla safra mundialmente. Ao mesmo tempo que se espera uma farta colheita, a demanda não demonstra ritmo de atividade satisfatório.







