No cenário internacional, o "Payroll" dos EUA de junho cresce acima do esperado. O Relatório da Situação do Emprego (payroll) de junho mostrou um aumento líquido de 147 mil empregos, acima da projeção mediana de 111 mil novas vagas e praticamente igual ao saldo de 144 mil empregos de maio. Ao revelar que o mercado de trabalho permaneceu em ritmo saudável em junho, o relatório reduziu a preocupação dos investidores com relação a potenciais impactos imediatos das tarifas de importação americanas sobre o nível de emprego no país. Isto, por sua vez, diminui a expectativa por um corte de juros pelo Federal Reserve em sua decisão de julho, o que tende a fortalecer a moeda americana globalmente. Desde a implementação das amplas tarifas de importação pelo governo americano, em 2 de abril, os investidores têm monitorado com atenção os indicadores econômicos relativos aos meses subsequentes, buscando sinais dos efeitos dessas medidas sobre a atividade e o emprego.
Além disso, uma possível aprovação do Orçamento dos Estados Unidos na Câmara pode intensificar incertezas fiscais no país. Nesta madrugada, o projeto de cortes tributários e aumento de gastos proposto por Donald Trump superou uma etapa processual na Câmara dos Deputados americana, abrindo caminho para sua possível aprovação ainda hoje, à medida que os debates legislativos continuam. Estima-se que o projeto adicionará trilhões de dólares à dívida pública norte-americana na próxima década, alimentando a apreensão dos investidores em relação à sustentabilidade das contas públicas do país. Para acompanhar os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os contratos futuros acumularam ganhos pela quinta sessão consecutiva, impulsionados por novas compras após liquidação recente nos preços de negociação em Chicago.
O clima favorável que atinge as regiões de cultivo nos Estados Unidos tem contribuído para manter o mercado sob pressão. As notícias recentes sobre as políticas de incentivo aos biocombustíveis no país, no entanto, ajudaram a dar alguma sustentação ao mercado.
Preços futuros do milho voltam a se recuperar na manhã desta quinta-feira (03), atingindo as máximas de duas semanas. O clima nos Estados Unidos continua sendo fator importante de pressão sobre o mercado, além da elevação da oferta disponível para comercialização internacionalmente.
No Brasil, os contratos futuros de milho negociados na B3 encerraram a quarta-feira (02) de forma mista, mas ainda impulsionados pelos ganhos obtidos em Chicago no mesmo dia, recuperando-se das quedas que vinham sendo acumuladas neste mercado nos dias anteriores.
O mercado do trigo, de modo semelhante aos demais, também encerrou o pregão noturno no campo positivo. Com isso, o cereal atinge suas máximas em mais de uma semana, após a forte liquidação na semana anterior.
Os agentes estão antecipando suas posições antes do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, que deve trazer uma folga de alguns dias para as operações na Bolsa de Chicago.







