No exterior, a inflação ao consumidor americano continua mais moderada que o estimado. O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia, aumentou menos que o estimado pelo quinto mês consecutivo. Os números mais moderados para a inflação americana sugerem que os preços continuam se estabilizando e que, portanto, o Federal Reserve poderia cortar juros antes do que o antecipado, o que reduz a expectativa de rendimentos de títulos dos EUA e tendem a prejudicar o desempenho global do dólar, favorecendo o real. Os dados mostram poucos efeitos das tarifas de importação americana sobre os preços ao consumidor. Alguns setores mais expostos ao comércio internacional, de fato, mostraram uma aceleração importante em seus preços em junho, como eletroeletrônicos, vestuário, calçados e mobiliário. Porém, no geral, esses efeitos se mostram limitados até o momento, sem repercussões mais amplas.
No Brasil, os três poderes se reúnem para buscar solução para o impasse do IOF. Hoje, representantes da Presidência da República, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal participam de audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar do embate a respeito do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em 04 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu tanto os decretos do governo que aumentavam as alíquotas do IOF quanto o decreto parlamentar que anulou esses aumentos. O embate prolongado entre Executivo e Legislativo sobre o tema aumenta as incertezas quanto à condução da política fiscal e resulta em maior percepção de riscos para ativos brasileiros, o que tende a desvalorizar o real. Por outro lado, a possibilidade de uma solução negociada entre os Poderes pode gerar efeito contrário e favorecer o desempenho do real. O desempenho do real deve ser beneficiado caso a audiência resulte em um consenso entre os Poderes, e prejudicado caso o impasse persista. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os preços enfrentaram desvalorizações na manhã desta terça-feira (15), evidenciadas com o fechamento do pregão noturno de hoje, pressionada pela repercussão do Relatório Semanal de Condições de Safra dos Estados Unidos, divulgado pelo Departamento de Agricultura do país (USDA).
Além disso, os investidores acompanham as repercussões derivadas das políticas tarifárias que vêm sendo propostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ainda, os agentes aguardam a divulgação de dados sobre a inflação dos EUA, que podem já refletir as expectativas em torno das tarifas abrangentes de Trump.
Preços futuros do milho operam em baixa nesta manhã, também pressionados pelas condições de safra dos EUA. Os dados divulgados pelo USDA na tarde da segunda-feira (14) contribuem para o alinhamento das perspectivas em torno de uma produção robusta para a safra 2025/26, devido às condições favoráveis reportadas para as lavouras em desenvolvimento no país.
No Brasil, os futuros do milho encerraram a segunda-feira operando no campo positivo na B3, acompanhando o movimento altista que se teve em Chicago no dia anterior.
No mercado do trigo, os contratos negociados em Chicago também operam em queda na manhã desta terça-feira, pressionados, principalmente, pelo avanço da colheita do trigo de inverno no hemisfério norte, o que tem colocado um grande volume do cereal no mercado.
Uma licitação realizada pela Argélia desperta maior interesse entre os agentes que operam no mercado, como uma potencial fonte importante de demanda para o cereal que vem sendo colhido.







