No mercado de valores, investidores repercutem IPCA-15 de julho acelerando acima das expectativas. Nesta manhã, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) referente ao mês de julho, que apresentou aceleração acima do esperado. Esta foi a última leitura de preços antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para o dia 30 de julho. A surpresa nos dados reforça a perspectiva de que o Banco Central pode manter os juros em patamar elevado por um período mais prolongado, diante da permanência de riscos inflacionários relevantes. O cenário tende a elevar as expectativas de rendimento dos títulos públicos, favorecendo a atratividade de ativos brasileiros no mercado internacional. Na decisão de junho, o Copom sinalizou que a elevação da taxa Selic para 15% ao ano encerraria o atual ciclo de aperto iniciado em setembro de 2024. No entanto, diante da persistência da inflação acima da meta, somada à preocupação com os efeitos dos juros elevados sobre a atividade doméstica, seguem as incertezas quanto à trajetória futura da política monetária. Nesse sentido, investidores devem continuar acompanhando com cautela os próximos indicadores econômicos, que trarão subsídios para a avaliação do Banco Central. Além disso, será dada especial atenção ao comunicado do Copom na decisão de 30 de julho, que deve oferecer sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária.
Além disso, Brasil mantém negociações com os Estados Unidos diante da iminência de tarifas. Ontem, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que conversou, no último sábado, com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. A existência de interlocução direta entre autoridades brasileiras e norte-americanas aumenta a perspectiva de um eventual entendimento comercial, o que pode reduzir a percepção de risco sobre ativos brasileiros. No entanto, a proximidade do início da vigência da tarifa de 50% sobre produtos nacionais, marcada para 1º de agosto, sem avanços substanciais nas tratativas eleva os riscos de depreciação dos ativos domésticos e pode pressionar negativamente a moeda brasileira. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados nesta manhã, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os preços futuros recuam na manhã desta sexta-feira (25), em meio a uma decepção dos agentes com as vendas de exportação na última semana, conforme informado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu relatório semanal de exportações divulgado ontem (24). O volume das vendas de exportação divulgado foi inferior às estimativas comerciais, o que gerou certa insatisfação no mercado sobre o ritmo de comercialização da nova, e ampla, safra a ser colhida nos Estados Unidos.
Os preços futuros do milho também apresentaram recuos em suas cotações, no pregão noturno em Chicago. Em meio a esse cenário, o cereal se encaminha para mais uma semana em queda, com as expectativas de uma grande colheita nos Estados Unidos.
O principal comprador do milho estadunidense na última semana foi a Coreia do Sul, de acordo com o relatório de exportações semanais informado, publicado ontem pelo USDA.
Preços futuros do trigo iniciam a sexta-feira (25) com perdas em Chicago, encaminhando-se para registrar desvalorização semanal. O mercado se encontra pressionado devido à oferta global abundante, em meio à colheita da safra de inverno no hemisfério norte, mesmo com a alta demanda pelo trigo estadunidense limitando as perdas neste momento.
Dado o atual momento, em plena colheita do trigo de inverno no hemisfério norte, dificilmente as projeções de um ampla safra devem ser alteradas, garantindo uma ampla oferta mundial, como previsto.







