No cenário internacional, EUA e UE chegam a acordo comercial. No final de semana, Estados Unidos e União Europeia anunciaram um acordo comercial que prevê a aplicação de tarifas de importação de 15% pelos EUA a partir de 01 de agosto. O acordo representa uma vitória da Casa Branca ao elevar a tarifa de importação sobre um de seus maiores parceiros comerciais e ainda obter algumas concessões por parte dos europeus. Isto, por sua vez, favorece o desempenho global do dólar. Com o acordo, a maior parte das exportações europeias para os EUA serão taxadas em 15%. Adicionalmente, a UE se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em produtos energéticos americanos e a investir mais US$ 600 bilhões no país. O bloco europeu também vai facilitar o acesso de produtores americanos ao seu mercado de equipamentos militares.
O presidente americano, Donald Trump, disse que a tarifa de 15% não inclui o setor farmacêutico nem o de metais como aço e alumínio, sugerindo que as tarifas setoriais sobre esses segmentos se somarão à alíquota básica. Já a líder europeia, Ursula Von der Leyen, disse que tarifas setoriais não se somariam à alíquota de 15%, inclusive para medicamentos, chips e automóveis. Já as tarifas sobre metais “serão reduzidas e um sistema de cotas será implementado”, disse ela. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja iniciam a segunda-feira (28) com algumas perdas em Chicago, em decorrência das expectativas de ampla oferta global. Associada a esse fator, ainda ocorre que a demanda opera enfraquecida atualmente, sem sinais de força para escoar a grande colheita que se iniciará em breve nos Estados Unidos. Além disso, as condições climáticas seguem se apresentando como favoráveis para o desenvolvimento da safra em regiões produtoras, como no Meio-Oeste dos EUA.
Em meio a este cenário, analistas acreditam ser difícil haver algum impulso real nos próximos meses.
No mercado do milho, os contratos futuros negociados em Chicago também apresentam desvalorização na manhã desta segunda-feira (28). Os preços são pressionados, principalmente, pelas expectativas de uma farta colheita nos Estados Unidos. Assim como no mercado da soja, as previsões climáticas também devem favorecer a produtividade no cinturão produtivo no país, com chuvas e calor na medida certa para um bom desenvolvimento favorável da safra.
No Brasil, o atraso na colheita do milho safrinha tem sido o principal fator por trás da estabilidade dos preços na B3 e no mercado físico, mesmo com a desvalorização semanal do dólar.
No caso do trigo, os preços futuros também se enfraqueceram um pouco mais ao longo do pregão noturno na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o avanço da colheita do trigo de inverno no Hemisfério Norte coloca uma grande quantidade do cereal no mercado, mas sem demanda suficiente para absorver toda essa oferta.







