No cenário externo, os investidores devem acompanhar a divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos, que oferecerão especialmente uma leitura mais detalhada sobre as condições do setor de serviços no país, segmento que representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) americano. A resiliência do setor de serviços é considerada um termômetro relevante para a dinâmica futura da economia dos EUA e, caso os dados reforcem a percepção de desaceleração do setor, podem fortalecer as apostas por novos cortes de juros no curto prazo, o que tende a exercer pressão negativa sobre o dólar em âmbito global. Até a sexta-feira passada (01), embora houvesse quase consenso entre analistas de que o aumento das tarifas aumentaria as pressões inflacionárias e reduziria o crescimento econômico dos Estados Unidos, os indicadores disponíveis apresentavam poucos indícios desses efeitos.
No Brasil, o Banco Central (BC) divulgou a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da última quarta-feira (30), em que se decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (Selic) em 15,00% ao ano. No documento, o Comitê indicou novamente que os juros deverão permanecer estáveis “por período bastante prolongado”. Além disso, STF decreta prisão domiciliar à Bolsonaro. Segundo o relator do caso, Alexandre de Moraes, a decisão baseia-se em postagens nas redes e participação de Bolsonaro por vídeo no ato do último domingo. Para o ministro, a divulgação de imagens do ex-presidente com tornozeleira eletrônica e a aparição pelo celular em manifestações desrespeitaram a decisão do órgão. A prisão domiciliar de Bolsonaro ocorre em um momento de elevada sensibilidade diplomática. Em julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, alegando perseguição política contra Bolsonaro e censura a plataformas americanas. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais, acesse a Abertura de Câmbio.
Soja em alta
A soja, e todo o complexo da soja, apresentam valorizações na manhã desta terça-feira (05), recuperando-se das mínimas de quatro meses atingidas nas sessões anteriores. A alta é impulsionada por uma queda ligeira nas classificações de safra da soja estadunidense, de acordo com o relatório de condições e progresso de safra divulgado na tarde de ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Milho em baixa
No mercado do milho, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago operam em suas mínimas. As condições satisfatórias para a safra que se desenvolve nos Estados Unidos, assim como o avanço da colheita do milho safrinha no Brasil – apesar dos atrasos em relação ao ano anterior – tem colocado uma grande quantidade do produto no mercado, e essa oferta abundante é o principal fator de pressão sobre o mercado atualmente.
No Brasil, os preços físicos e negociados na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) operam sob pressão das cotações em Chicago e pela desvalorização do dólar, que torna os produtos brasileiros menos competitivos.
Trigo em baixa
Os preços futuros do trigo operam perto das suas mínimas de cinco anos, na manhã desta terça-feira (05), após perdas acumuladas ao longo das últimas semanas. Agora, os preços do trigo se aproximam das mínimas alcançadas em 2020, antes da ocasião da invasão ao território ucraniano pela Rússia, que elevou os preços do trigo para patamares recordes.
A pressão sobre o mercado possui caráter sazonal e é causada pelo avanço da colheita no hemisfério norte, associada ao desenvolvimento adequado da safra de primavera, nos EUA, e dos cultivos em importantes países produtores, como Argentina e Austrália.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.