Os índices futuros das ações nos EUA operam novamente em queda nesta quinta-feira (dia 29). Porém, apesar das baixas dos últimos dias, o mês de fevereiro caminha para fechar com balanço positivo, marcado por um crescimento geral dos principais índices (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq). Além disso, se espera a publicação do índice de preços de despesas de consumo pessoal estadunidense, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed).
Na Europa, os resultados ainda são mistos, porém, há maior quantidade de indicadores em terreno positivo. No destaque do dia, está o crescimento do índice DAX alemão, que apresentou o melhor desempenho após a divulgação dos dados de inflação, que mostraram uma queda nos preços nas regiões mais importantes do país em termos produtivos.
Também com tendência mista, a região da Ásia-Pacífico continua seguindo de perto os resultados chineses. Além disso, comenta-se sobre a queda no índice Nikkei 225 no Japão, que sofreu as repercussões da queda na atividade manufatureira do Japão.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abre um novo dia em queda, espelhando as perdas no fechamento de ontem. Grandes quedas no setor petrolífero puxaram o índice para baixo. Em sentido contrário, os frigoríficos abrem hoje novamente em alta.
Em baixa, os preços do complexo da soja sofrem contração, principalmente nos grãos, no último pregão noturno (dia 28).
A oferta folgada esperada voltou a atingir os preços, onde traders comentam que os baixos preços da oleaginosa estão fazendo alguns compradores preferirem as importações ao invés da produção local nos EUA.
Na sua última análise, Arlan Suderman, analista de StoneX, indicou que, o balanço do cenário sul-americano superaria, em conjunto, em 15 milhões de toneladas qualquer recorde registrado anteriormente. Lembrando que, somente entre os dois principais produtores, Brasil e Argentina, se esperam aproximadamente 200 milhões de toneladas (150 para a produção brasileira e 50 para a produção argentina).
Em baixa, os resultados foram negativos para o milho.
Os baixos preços do milho estão repercutidos nos custos dos créditos, que caíram para seu nível mais baixo em três anos no setor de biocombustíveis, segundo a EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA). Assim, se espera que os custos produtivos do setor mencionado continuem baixos, dadas as estimativas de oferta maior que a demanda para o cereal.
Mantendo a retração, os preços do trigo apresentaram nova baixa.
Pressionados pelo excesso de oferta, os preços do trigo se encaminham para uma nova queda semanal. Nos EUA, segundo última atualização do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas semanais se recuperaram, aumentando 40% em relação à semana anterior. Destinos asiáticos foram maioritários, com destaque para o Japão, Filipinas e Coreia do Sul.









