Nesta terça-feira (dia 02), pós-feriado nos EUA, os índices futuros do país registravam baixa, a espera dos dados de emprego nesta semana e acompanhando as questões tarifárias, após um tribunal federal ter decidido que a maior parte das tarifas aplicadas pelo governo Trump são ilegais, competindo ao Congresso tais decisões. O presidente deve recorrer à Suprema Corte do país.
Os principais índices asiáticos tiveram um dia misto, com o registro de realização de lucros relacionada especialmente aos papéis de tecnologia. O mercado aguarda o desfile militar na quarta-feira na China, com discurso do presidente Xi Jinping.
Na Europa, a maior parte das bolsas estão no campo negativo, no aguardo de dados importantes da região, como os de emprego e inflação.
No Brasil, o IBGE divulgou os dados do PIB o segundo trimestre do ano, trasendo uma alta de 0,4% frente ao primeiro trimestre, o que indica uma desaceleração do crescimento da economia. Nos primeiros três meses de 2025, o avanço foi de 1,3%. Em comparação ao mesmo trimestre de 2024, o crescimento do PIB do segundo trimestre foi de 2,2%.
Destaca-se que o julgamento de Bolsonaro no STF está no radar, diante das tensões comerciais e sanções por parte dos EUA. O dólar e os juros futuros estão em alta, enquanto o Ibovespa Futuro está em baixa, em meio à maior aversão ao risco, destacando também preocupações externas, com destaque para a forte alta dos juros de longo prazo de Reino Unido e França, em meio a preocupações pelo lado fiscal.
A soja registrou queda no pregão noturno desta terça-feira (dia 02), na volta do feriado nos EUA, diante das boas perspectivas para a safra norte-americana.
Nas últimas semanas, a oleaginosa encontrou suporte nos rumores de que EUA e China poderia entrar em algum tipo de acordo comercial que envolvesse a soja norte-americana. Contudo, não tem nada definido e o presidente chinês tem evitado um encontro presencial com Trump. Até o momento a China não comprou nenhum volume de soja 25/26 dos EUA.
O milho também recuou, com perspectivas de início de uma colheita recorde nos EUA. As condições do cereal estiveram muito favoráveis durante o desenvolvimento da safra 25/26 e houve aumento importante de área plantada.
A demanda pelo milho norte-americano está aquecida, com destaque para as exportações bastante competitivas, mas, mesmo assim, essa supersafra deve condicionar um balanço mais folgado no país.
O trigo é pressionado pelas boas perspectivas de colheita das safras do hemisfério norte, além do cenário favorável para a safra australiana. A safra da Austrália pode chegar perto de 34 milhões de toneladas, segundo o Ministério da Agricultura do país, bem acima da média dos últimos 10 anos, numa conjuntura positiva para o desenvolvimento das plantas.
Além disso, as estimativas para a produção do Canadá e da Rússia também foram ajustas para cima, com os preços do trigo russo se mantendo muito competitivos no mercado internacional.







