Nos Estados Unidos, os principais índices com operação em Nova York avançam na manhã desta sexta-feira, 14 de março, recuperando-se de algumas perdas adquiridas ao longo da semana. A taxa de câmbio do real apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,75 (10h15min), em linha com o movimento externo de enfraquecimento do dólar. Esse movimento é reflexo de uma recuperação do apetite global por ativos arriscados após o líder Democrata no Senado americano, Chuck Schumer, indicar que votaria a favor do avanço da proposta orçamentária Republicana para estender o financiamento federal do país até setembro, evitando uma paralisação do setor público. Com um risco político a menos, investidores aumentam a participação de ativos arriscados em seus portfólios.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados encerraram as operações da sexta-feira também com ganhos, seguindo o movimento observado em Wall Street. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV), inicia o dia com ganhos, seguindo tendência internacional.
Entre os mercados europeus, a tendência também é positiva. Também contribui para o enfraquecimento global do dólar o fortalecimento do euro após reportagens de imprensa afirmarem que o próximo primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, do partido conservador CDU, chegou a um acordo com o partido Verde, de esquerda, para aprovar no Parlamento, junto com o também de esquerda PSD, a emissão de € 500 bilhões em títulos de dívida pública para investir em infraestrutura e expandir as forças armadas alemãs. A expansão fiscal significativa proposta pela Alemanha melhorou as expectativas de crescimento de investidores para a União Europeia e tem favorecido o desempenho dos ativos desse continente. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais nesta manhã, acesse a Abertura de Câmbio.
Apesar dos ganhos na abertura do mercado em Chicago, na manhã desta sexta-feira, 14 de março, a soja deve ter um acumulado negativo para esta semana. A guerra comercial, alimentada pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos desde o início do mandato de Donald Trump, exercera forte pressão sobre os preços futuros da soja nos últimos dias.
As tarifas de importação e medidas retaliatórias, em resposta à ofensiva dos EUA, acabaram por interromper parte dos fluxos comerciais, o que, associado a uma oferta abundante de suprimentos na América do Sul, colocara a soja sob pressão nas últimas sessões.
A situação do milho é semelhante à da soja, no sentindo de estar se encaminhando para acumular algumas perdas durante a semana, mas, neste caso, não é possível sequer contar com alguns ganhos nesta manhã para amenizar as perdas de sessões anteriores.
Os futuros dos grãos sofreram com medidas retaliatórias de alguns países, em resposta às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, especialmente no mercado de aço e alumínio, que gerou respostas enfáticas por parte do Canadá e União Europeia, com riscos de afetar especificamente o mercado de grãos.
Os preços futuros do trigo operam no campo positivo na manhã desta sexta-feira, 14 de março. Consultorias russas indicaram novo corte na previsão de exportações do cereal do país para a safra 2024/25, o que pode limitar a disponibilidade do cereal no mercado internacional.






