Preocupações com balanço global Na véspera do feriado da última sexta-feira (29), o mercado voltou a se preocupar com as condições do balanço global de petróleo, especialmente para o segundo trimestre. As expectativas de uma oferta limitada pela OPEP+ e pelos ataques a refinarias russas, e uma recuperação da demanda global, refletindo os registros de uma melhora do setor industrial chinês, reforçaram a perspectiva de um balanço deficitário para o segundo trimestre. Quanto aos dados chineses, trata-se da primeira vez em cinco meses que o setor industrial registrou uma expansão, o que alimenta a expectativa de um consumo de petróleo mais aquecido no país, mas também vale destacar uma demanda resiliente pelo óleo bruto na Europa, de acordo com o Goldman Sachs. Com isso, o Brent voltou a operar acima da marca de USD 87 bbl, alcançando os melhores resultados desde outubro/23.
Arábia Saudita pode aumentar preços para Ásia A Saudi Aramco deve revisar novamente os contratos para a Ásia após o fortalecimento do petróleo nos últimos meses e refletindo também a menor oferta de países árabes após a extensão dos cortes voluntários da OPEP+. Fontes do mercado apontam que esse aumento deve ficar entre USD 0,20 e 0,30 bbl em relação aos contratos de abril, caso esse movimento se verifique, indica um balanço mais apertado na região em um momento de maior recuperação do consumo asiático, especialmente a China. Vale dizer que também se trata de mais uma revisão positiva dos contratos, o que chama a atenção do mercado ao reforçar a menor disponibilidade de petróleo.
Rússia deve reduzir produção no segundo trimestre Na sexta-feira (29), o primeiro ministro russo, Alexander Novak, afirmou que a Rússia deverá focar em reduzir a sua produção de petróleo no segundo trimestre ao invés das exportações, como vinha realizando desde meados de 2023. A fala reforça o compromisso que o país assumiu junto com a OPEP+ nos últimos meses em reduzir as exportações e produção em 417 kbpd para o segundo trimestre, buscando limitar gradualmente o corte das exportações e reverter essa queda diretamente para a produção, medida que surpreendeu o mercado quando foi anunciada pela primeira vez. Ainda resta saber se o país irá cumprir com esses compromissos, conforme as exportações russas de petróleo ficaram acima das metas voluntárias nos últimos meses e reduzir a produção doméstica pode trazer maiores implicações para o mercado doméstico russo. Ademais, essas falas reforçam a percepção do mercado de que o segundo trimestre terá um balanço mais apertado em meio ao período que antecede o pico de consumo de petróleo, alimentando o sentimento altista do mercado.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,718/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,19% na sessão passado, alcançando USD 10,24471/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,42%, alcançando USD 1,738 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,86%, próximos a USD 10,321 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.