FED mantém postura cautelosa Ao longo da semana passada, a divulgação da ata de reunião do FOMC e declarações feitas por representantes do FED acabaram por frustrar as expectativas do mercado de que os cortes das taxas de juros pudessem ocorrer ao longo das reuniões de março e maio. A grande maioria dos tomadores de decisão se mostraram receosos em permitir um início dos cortes nos próximos meses, em meio as perspectivas de que tal movimentação dificultaria a continuidade da redução da inflação no país, havendo a necessidade de estender o período de manutenção da taxa atual. Nesse sentido, as apostas do mercado passaram a ser majoritárias para o começo do processo em junho, fator que pressionou ativos de risco, em meio às perspectivas de que a economia global deve ser afetada de maneira mais significativa pela política monetária contracionista aplicada nos EUA e na Europa.
EUA registra alta dos estoques Pela quarta semana seguida, o DOE registrou expansão dos estoques comerciais de petróleo nos EUA, que começa a se aproximar das médias históricas dos últimos cinco anos. A alta reflete um cenário conjunto de forte produção – se mantendo em patamares recordes (13,20 mbpd) – e uma demanda fragilizada (14,57 mbpd), permitindo inclusive um aumento expressivo das exportações da commodity, que operam nas máximas históricas para o período (4,96 mbpd). O fraco consumo de petróleo se reflete no FUT das refinarias, que se manteve em 80,6%, número abaixo do usual para a época, evidenciando as dificuldades dos centros de processamento de recuperarem parte da produção após a passagem das ondas de frio em algumas regiões nos EUA, em meados de janeiro. Em contrapartida ao observado para o petróleo, os estoques de diesel e gasolina operaram em queda, permitido principalmente pela redução da produção, fator que gerou preocupação ao mercado sobre a oferta de curto prazo de combustíveis nos EUA.
Israel e Hamas tentam acordo Nesse fim de semana, representantes do Hamas e de Israel se reuniram com intermediadores dos EUA, Egito e Catar com o intuito de consolidar um acordo de cessar-fogo na região de Gaza, que nos últimos dias vem registrando um aumento dos conflitos militares. Apesar das perspectivas mais otimistas em relação a um possível acordo, a situação segue a mesma no front militar da região de Rafah, com os riscos geopolíticos se mantendo altos em meio aos receios de que novos agentes possam entrar na guerra com o intuito de apoiar algum dos lados. Nesse sentido, a evolução das discussões entre as partes para evitar uma escalada do conflito deverá seguir impactando as cotações do petróleo ao longo da semana.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (26), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 81,31 bbl (-0,37%) até as 08h50. A possibilidade de um cessar-fogo entre Israel e Hamas pressiona as cotações do óleo bruto ao longo dessa manhã, conforme a possibilidade de estabilização da situação na região de Gaza e no Mar Vermelho permite um cenário mais positivo sobre a oferta de petróleo para alguma regiões.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,603/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -2,45% na sessão passado, alcançando USD 9,71278/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 3,87%, alcançando USD 1,665 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,27%, próximos a USD 9,687 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.