
Petróleo estende queda com pressões para acordo no Leste Europeu
Ontem, dia 20, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, cotado a USD 63,38/bbl (-0,2%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, encerrando a sessão a USD 59,14/bbl (-0,5%).
Os futuros ampliaram as perdas da véspera, à medida que os Estados Unidos aumentam a pressão sobre a Ucrânia para definir um acordo de paz no Leste Europeu, com o mercado reavaliando os prêmios de risco associados ao conflito diante da perspectiva de avanço das negociações.
Hoje pela manhã (21), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 é negociado em torno de USD 62,72/bbl (-1,03%) até as 09h15. Com a sinalização de Zelensky de que a Ucrânia aceita trabalhar em um acordo para encerrar o conflito, o mercado intensifica a queda registrada na sessão anterior, levando os futuros para o menor patamar em quatro semanas.
Discussões sobre acordo de paz no Leste Europeu
Após semanas com intensificação de ataques na guerra do Leste Europeu, os Estados Unidos voltaram a pressionar as partes do conflito para retomar negociações de paz na região. Fontes afirmaram que o governo americano tem indicado para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que o país precisa aceitar a estrutura do acordo definida pelos EUA, o qual propõe que a Ucrânia renuncie alguns territórios e de reduza sua estrutura militar, como o tamanho das forças armadas, por exemplo.
A pressão sobre a liderança ucraniana ocorre após o enfraquecimento do país no conflito, conforme forças russas ocupam um quinto do território e avançam lentamente em meio a aproximação do inverno. Além disso, escândalos de corrupção em Kiev na última semana também desestabilizaram a política do país, levando a demissão de dois ministros. Com isso, o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, disse na quinta-feira (20) que está aberto para negociar novos planos para encerra o conflito, devendo trabalhar com o governo americano na próxima semana.
A posição mais aberta da liderança ucraniana levou os contratos do petróleo a recuarem fortemente nos últimos dois dias, conforme um eventual fim do conflito na região deve reverter as restrições sobre o mercado de petróleo russo, com retomada das operações de refinarias que hoje são alvo de ataques e, principalmente, o fim de sanções sobre produtos energéticos.
Todavia, a reavaliação dos prêmios de risco do petróleo é bastante volátil uma vez que se baseia em perspectivas ainda bastante incertas. Em momentos anteriores, quando se teve maior abertura de negociações de um acordo de paz no Leste Europeu, o mercado registrou esse mesmo movimento, para posteriormente ser revertido conforme as discussões não avançaram e as sanções sobre a Rússia ampliaram. Além disso, representantes russos afirmam que o país mantém as condições abordadas com os Estados Unidos no encontro de agosto, com a resistência de Moscou em ceder em alguns pontos importantes podendo novamente travar essa nova tentativa de acordo.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,474/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,20% na sessão passado, alcançando USD 7,54222/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,39%, alcançando USD 4,536 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,66%, próximos a USD 7,417 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.