Ontem, dia 09, o contrato mais ativo do Brent fechou com queda de 0,88%, posicionando-se em USD 61,94 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,25 bbl (-1,07%).
A sessão de terça-feira manteve o movimento de queda iniciado nesta semana, levando o petróleo para o menor patamar em sete semanas. O pessimismo envolvendo o mercado, com perspectivas de superávit em 2026 reforçadas pela atualização do STEO, seguiu influenciando a queda da commodity.
Hoje pela manhã (10), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro de 2026 é negociado em torno de USD 62,04 bbl (+0,27%) até as 09h30. Os futuros recuperam as perdas as sessões anteriores, conforme os dados do American Petroleum Institute (API) reportaram uma queda nos estoques de petróleo em 4,8 milhões de barris na última semana, redução mais acentuada que a mediana das estimativas do mercado.
API mostra queda de estoques de petróleo nos EUA
De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos caíram 4,8 milhões de barris na última semana, enquanto a mediana das estimativas do mercado mostra uma redução mais contida, de 2,3 milhões de barris. A redução dos estoques é aguardada para a publicação semanal do DOE, reforçando as expectativas de balanço mais apertado para o mercado de petróleo americano, como vem sendo observado no ano de 2025, sobretudo no segundo semestre. Para as últimas semanas do ano, é esperado que a redução dos estoques se mantenha, se aproximando do registrado em 2024, com estoques abaixo de 430 milhões de barris.
Já para gasolina, a agência reportou um aumento de quase 7 milhões de barris, aumento mais acentuada que o apontado pela mediana das estimativas, que mostram um incremento de 2,8 milhões de barris no inventário. A alta reportada pela API supera o volume apontado no último relatório DOE, que havia mostrado um aumento de 4,5 milhões de barris. Os estoques de gasolina alcançaram mínimas nos últimos 10 anos em meados de outubro, e iniciaram sua recomposição no início de novembro, como é sazonalmente aguardado no último trimestre.
EIA mantém projeções de superávit em 2026
Na última terça-feira (09), a EIA divulgou a atualização das suas projeções para o mercado de petróleo, mantendo as perspectivas de superávit em quase 2 mbpd em 2026. Diante esse cenário, a agência projeta uma queda dos preços do petróleo para uma média de USD 55 bbl no próximo ano, valor 20% menor do que o indicador em 2025, e destaca que a desvalorização será parcialmente limitada pela política de formação de estoques na China e pela pausa de novos aumentos das cotas produtivas da OPEP+.
Em geral, o destaque para o crescimento da produção em 2026 segue sendo os chamados players secundários, como Guiana, Brasil e Canadá, com novos projetos impulsionando a oferta desses agentes. Destaque também para o crescimento da produção na OPEP e Estados Unidos – com esses players registrando uma desaceleração frente 205, mas ainda responsáveis pelo crescimento da oferta em quase 0,72 mbpd, de acordo com a EIA.
Com a manutenção de perspectivas de forte superávit no próximo ano, especialmente no primeiro trimestre, o mercado volta a precificar esse cenário, limitando os avanços que os riscos de oferta têm sobre a recuperação das cotações.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,574/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,88% na sessão passado, alcançando USD 7,37086/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,81%, alcançando USD 4,491 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,52%, próximos a USD 7,409 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.