Na semana passada, a CONADESUCA (Comissão Nacional para o Desenvolvimento Sustentável da Cana-de-açúcar do México) divulgou seu relatório para a safra 2024/25 no México até o dia 24 de maio. Até o período, 16 das 47 usinas do país continuavam em operação, indicando um encaminhamento para o fim da safra.
No acumulado, a moagem atingiu 44,79 milhões de toneladas, o que representa um leve recuo de 0,92% em relação ao mesmo período da safra anterior. Por outro lado, a produção de açúcar e a produtividade apresentaram melhores resultados em comparação com o ciclo anterior. Para a produção de açúcar, o resultado foi de 4,69 milhões de toneladas, o que se traduz em um aumento anual de 1,73%, enquanto o TCH obteve um leve aumento de 0,21 ton/ha, alcançando 62,98 toneladas de cana por hectare. Vale destacar, em sua revisão ao início de maio, a StoneX trouxe uma estimativa de 4,89 MMt (tel quel) para o México no atual ciclo (+4% y/y)
Produção de açúcar no México (MMt)
*Estimativa, em açúcar tel quel. Fonte: StoneX e CONADESUCA
O clima tem sido uma das principais preocupações para a produção de açúcar no México nos últimos anos. Entre as safras 2018/19 e 2023/24, a produtividade obteve uma queda de 12,6%, passando de 70,94 toneladas de cana por hectares para 62,03 ton/ha. O efeito da seca, sobretudo a partir da safra 2023/24, trouxe a produção para as mínimas em décadas. Até o momento, a safra 2024/25 obteve um aumento anual, porém se mantendo próximo ao ano anterior. O baixo volume de precipitações também prejudicou a recuperação de açúcar da cana mexicana.
É possível ver uma queda nesse indicativo entre a safra de 2018/19 e 2024/25 se calcularmos a quantidade de açúcar produzido em relação à quantidade de cana moída. Além da seca, o aumento do custo de produção com um maior preço dos fertilizantes no país também impactou esses fatores.
Entre março e maio as precipitações nas principais áreas canavieiras no México ficaram abaixo da média. Em relação ao ano passado, maio apresentou um aumento nas chuvas, contudo, ainda ficou 2% abaixo da média. Os meses de março e abril obtiveram um cenário mais crítico, com chuvas em torno de 60% abaixo da média. Vale destacar que o período mais relevante de chuvas no país, entre junho e setembro, tenderá a ditar o tom para a temporada seguinte.
Segundo as estimativas da StoneX apresentadas no relatório de saldo global de açúcar, a safra mexicana deverá encerrar 2024/25 com uma produção total de açúcar de 4,9 milhões de toneladas. Para 2025/26, a perspectiva é de um ligeiro aumento na moagem (+1,3%) alcançando 48 milhões de toneladas, assim como um aumento na produção do adoçante que deverá superar as 5,0 milhões de toneladas (tel quel), alcançando 5,05 milhões de toneladas de açúcar (+3,1%). Contudo, os entraves diplomáticos com os EUA podem trazer efeitos inesperados para a safra mexicana, dado que o principal destino de exportações do açúcar mexicano é os EUA.
Resumo do dia
Na data de escrita deste relatório (04), o contrato mais líquido do açúcar bruto em NY (SBN25) registrou o segundo menor preço desde o começo do ano e encerrou o dia com uma retração de 15 pontos, cotado a US¢ 16,75/lb (-0,89%). Na segunda, a Federação Nacional de Cooperativa de Fábricas de Açúcar do Índia (NFCSF) divulgou uma projeção de aumento de 19% na produção de açúcar indiana, o que pode ter gerado um sentimento baixista no mercado. Além disso, um cenário mais favorável na Tailândia também pode ter sido um fator baixista para o açúcar bruto.
TABELA DE INDICADORES



