Dólar reflete perspectiva de maior cautela pelo Fed e BC
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,251 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): 106,2 pontos (+0,3%)
O mercado de divisas repercutiu declarações mais conservadoras de integrantes do Federal Reserve, diminuindo as expectativas para cortes de juros nos EUA, bem como a possibilidade de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa ser mais cauteloso nos cortes de juros da taxa Selic.
Variações | No dia: +0,12% | Na semana: +2,53% | No mês: +4,69% | No ano: +8,23% | Em 12 meses: +3,24% |
Sem urgência para cortes de juros O dólar negociado no mercado interbancário oscilou entre perdas e ganhos, encerrando a sessão muito próximo da estabilidade em um dia de expectativas mais cautelosas pelos Bancos Centrais dos EUA e do Brasil. Hoje, integrantes do Federal Reserve reforçaram a perspectiva de que os juros americanos devem permanecer estáveis por bastante tempo, em função da economia mais aquecida e das leituras mais elevadas para inflação no país. O presidente do Federal Reserve de New York, John Williams, afirmou que “não vê urgência para cortes de juros” em função do vigor da economia americana. Já a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, evitou afirmar que cortes de juros ocorrerão em 2024, enquanto o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que “está confortável em ser paciente” e que uma primeira redução dos juros deve ocorrer “no final do ano”. As declarações dos dirigentes reforçaram a expectativa de que os juros americanos devem permanecer em níveis elevados por mais tempo, o que, por sua vez, contribui para o fortalecimento global da moeda americana.
Quedas mais lentas da Selic Por outro lado, o real pode ter sido beneficiado pela postura mais conservadora do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que sugeriu que a ampliação das incertezas, “principalmente pelo movimento externo”, pode provocar uma redução do ritmo de afrouxamento monetário, o que levou investidores a ampliarem suas apostas de um corte de 0,25 p.p. para a taxa básica de juros (Selic) na decisão de 08 de maio. Uma diminuição mais lenta da Selic pode contribuir para o fortalecimento do real, ao diminuir o ritmo de queda do diferencial de juros brasileiros ante a outras economias.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 106,2 pontos, variação de +0,3% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo não tiveram direção definida em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 45,961 pontos, praticamente estável frente ao término de quarta-feira.



