Dólar reflete dados americanos mais fracos
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,129 (-0,8%)
▼ Dollar Index (DXY): 105,7 pontos (-0,4%)
O mercado de divisas repercutiu mais um dia de maior apetite por riscos no cenário internacional, após dados prévios de atividade econômica nos EUA para abril diminuírem inesperadamente e elevar as expectativas por cortes de juros este ano. Adicionalmente, o boletim Focus semanal elevou as estimativas para a taxa básica de juros (Selic), o que pode ter beneficiado o real.
Variações | No dia: -0,80% | Na semana: -1,35% | No mês: +2,25% | No ano: +5,71% | Em 12 meses: +1,75% |
PMI mais fraco nos EUA O dólar negociado no mercado interbancário emendou sua terceira baixa consecutiva, acumulando queda de 2,3% em três sessões após a forte alta da semana passada. O cenário internacional foi determinante no fortalecimento do real, após a divulgação da prévia do Índice Gerente de Compras (PMI) de abril, medido pela S&P Global) mostrar um desempenho melhor que o antecipado para área do euro e pior que o estimado para os EUA. Os dados recuperaram parcialmente as apostas para cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano e contribuíram para um enfraquecimento generalizado da moeda americana ante outras divisas, beneficiando o desempenho de ativos arriscados como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real.
Selic mais alta no Brasil Adicionalmente, a divulgação do boletim Focus semanal pelo Banco Central reforçou a visão de investidores de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve reduzir menos a taxa básica de juros (Selic) no futuro. Após uma semana de elevação da percepção de riscos fiscais no Brasil, provocada pela alteração das metas orçamentárias pelo governo entre 2025 e 2027, e de comentários mais cautelosos do presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre as perspectivas para a condução da política monetária, o boletim desta semana mostrou um ritmo de cortes de juros mais lento e com a Selic ao final de 2024 e 2025 mais elevada, respectivamente, em 9,50% a.a. e 9,00% a.a. Um ritmo mais lento de afrouxamento monetário no Brasil, em teoria, contribui para o fortalecimento do real ao melhorar as perspectivas para o diferencial de juros brasileiro, atraindo investimentos estrangeiros em renda fixa para o país.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 105,7 pontos, variação de -0,4% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo também se valorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 46,244 pontos, avanço de 0,3% frente ao término de sexta-feira.



