Câmbio encerra quarta em leve alta, cotado a R$ 5,441
Em dia de liquidez reduzida, dólar refletiu cautela de investidores
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,441 (+0,1%)
= Dollar Index (DXY): 105,2 pontos (0,0%)
Em dia de feriado nos EUA, o mercado de divisas repercutiu a cautela de investidores, que se mantiveram à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
Variações | No dia: +0,13% | Na semana: +1,11% | No mês: +3,61% | No ano: +12,14% | Em 12 meses: +13,94% |
Cautela antes do Copom Em dia de liquidez reduzida por conta de feriado nos EUA, o dólar negociado no mercado interbancário apresentou forte alta durante boa parte da sessão desta quarta-feira, atingindo uma máxima intradiária de R$ 5,484, porém perdeu força e recuou durante as últimas horas de negociação, terminando o dia próxima à estabilidade. Os investidores mantiveram uma postura de cautela enquanto aguardavam pela decisão do Copom, em meio a um contexto recente de perda de credibilidade fiscal e de temores de que o Comitê possa assumir uma postura mais tolerante com a estabilização inflacionária a partir de 2025, quando a maior parte de seus integrantes serão membros indicados pelo atual governo. Essa percepção foi reforçada após críticas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou a jornalistas que o comportamento do Banco Central “é a única coisa desajustada” na economia brasileira neste momento e afirmou que o presidente do BC “não tem nenhuma capacidade e autonomia”, não “é uma figura séria, responsável (...) [nem] imune aos nervosismos momentâneos do mercado” e que “trabalha muito mais para prejudicar do que para ajudar o país”. Assim, há grande expectativa pela definição de hoje para a taxa de juros, e a maior parte dos analistas acredita que o Copom irá manter estável a taxa básica de juros (Selic) em 10,50% a.a. e pode demonstrar maior firmeza em seu comunicado quanto ao atingimento das metas de inflação. Há dúvidas se esta decisão, ao contrário da de maio, possuirá consenso entre seus diretores, algo visto como importante para tranquilizar os investidores sobre o compromisso da instituição com a estabilização inflacionária.
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