Câmbio fecha quinta em baixa, cotado a R$ 5,647
Dólar reflete correção técnica do real
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,647 (-0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): 104,4 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas repercutiu um movimento de realização de lucros por investidores, em um dia em que a inflação no Brasil e o Produto Interno Bruto nos EUA superaram as estimativas de analistas.
Variações | No dia: -0,17% | Na semana: +0,76% | No mês: +1,01% | No ano: +16,40% | Em 12 meses: +18,87% |
Leve recuperação do real Após começar o dia em alta e se aproximar de R$ 5,70, o dólar negociado no mercado interbancário passou a recuar e se manteve em baixa até terminar a sessão desta quinta-feira em leve baixa. O movimento pareceu ser atribuído a múltiplos fatores, como uma realização de lucros por investidores e uma melhora nas perspectivas para o diferencial de juros brasileiro, que auxilia na atração de capitais estrangeiros. Além disso, um alívio na valorização do iene, que chegou a se valorizar em 1% na sessão antes de retornar à estabilidade e que tem penalizado o desempenho de moedas de economias emergentes no mês de julho, pode ter contribuído para a sustentação do valor do real.
IPCA-15 maior que o esperado No Brasil, as taxas futuras dos juros DIs se elevaram firmemente após a divulgação que o IPCA-15 brasileiro aumentou mais que o esperado em julho, quando cresceu 0,30% ante a junho, acima da estimativa mediana de 0,23%. Adicionalmente, itens monitorados aumentaram em 0,54%, preços de serviços aumentaram 0,71% e o núcleo do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, aumentou 0,39%. O IPCA-15 foi impulsionado pela alta de preços no segmento de transportes, com aumento de 1,43% na gasolina, 1,78% no etanol, 6,21% em pedágios e 1,99% em ônibus interestaduais. Além disso, alguns serviços relacionados a transportes também apresentaram forte alta, como 12,08% em aluguel de veículos e 19,21% em passagem aérea. Já a deflação mensal do grupo alimentação e bebidas, de -0,44%, ajudou a limitar o crescimento do índice no mês. O dado reforçou receios de investidores de que as pressões inflacionárias no Brasil possam estar reacelerando e que, como consequência, o Banco Central possa realizar mais um aumento na taxa básica de juros (Selic) e resultando em juros futuros maiores.
Economia americana mais forte Já nos EUA, a primeira prévia para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre surpreendeu ao mostrar uma alta anualizada de 2,8% no período, o dobro dos 1,4% registrados no primeiro trimestre e acima da estimativa mediana de analistas de 2,0%. Pelo menos no curto prazo, esse dado deve contribuir com a diminuição dos temores de uma recessão no país por parte dos agentes do mercado financeiro ao passo que mostra uma economia mais fortalecida do que previamente antecipada. Ainda assim, diante de sinais recentes de enfraquecimento da economia no país, aumentam-se as apostas de que o Federal Reserve irá iniciar um ciclo de corte de juros em breve, o que levou a uma queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e contribuiu para melhorar a perspectiva de diferencial de juros para o Brasil.
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