Câmbio termina terça em alta, cotado a R$ 5,486
Dólar reflete mau humor externo e falas de Campos Neto
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,486 (+1,3%)
▼ Dollar Index (DXY): 101,4 pontos (-0,5%)
O mercado de divisas repercutiu uma sessão de aversão global a riscos e busca por ativos de qualidade, bem como declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, mais brandas que o esperado.
Variações | No dia: +1,34% | Na semana: +0,35% | No mês: -3,00% | No ano: +13,08% | Em 12 meses: +10,18% |
Revisão do “payroll” preocupa investidores O dólar negociado no mercado interbancário apresentou forte alta na sessão desta terça-feira, apagando os ganhos acumulados das últimas duas sessões e se aproximando do nível psicológico de R$ 5,50. O dia foi marcado por um “voo para a qualidade, isto é, pela busca global de ativos mais seguros, com um enfraquecimento da moeda americana frente a divisas de economias avançadas, como o euro, o iene japonês e o franco suíço e, ao mesmo tempo, um fortalecimento frente a divisas de economias emergentes, como o real, o peso mexicano e o rand sul-africano. Analistas atribuem o movimento a uma realização de lucros de investidores após altas acumuladas de ativos arriscados e a receios de que a revisão anual dos dados de emprego nos EUA revele um mercado de trabalho mais fraco que o antecipado. A revisão periódica, que cobre o período entre abril de 2023 e março de 2024, reacendeu preocupações entre investidores de que a economia americana esteja desacelerando mais intensamente do que o previsto, levando os investidores a realizar lucros e buscar diminuir a exposição de suas carteiras a ativos com maior grau de risco e volatilidade.
Campos Neto “dovish” Contribuiu para o enfraquecimento do real, também, declarações tidas como mais suaves que o esperado pelo presidente do Banco Central em uma entrevista. Campos Neto afirmou que “há opiniões divergentes no grupo [Comitê de Política Monetária] sobre balanço de riscos” e que “os economistas não estão prevendo alta [de juros] para este ano, mas o mercado sim. É importante ter calma, ter cautela nos momentos de muita volatilidade”. As falas diminuíram as apostas de que a taxa básica de juros (Selic) possa aumentar no curto prazo, o que reduz as perspectivas para o diferencial de juros brasileiro e pode ter prejudicado a entrada de investimentos externos.
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