Câmbio fecha a quinta em baixa, cotado a R$ 5,421
Dólar refletiu expectativa de ampliação do diferencial de juros brasileiro
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,421 (-0,7%)
= Dollar Index (DXY): 100,6 pontos (0,0%)
O mercado de divisas repercutiu a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que adotou tom mais firme e aumentou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 p.p., horas após o Federal Reserve iniciar seu ciclo de cortes de juros com uma redução de 0,50 p.p.
Variações | No dia: -0,71% | Na semana: -2,63% | No mês: -3,81% | No ano: +11,74% | Em 12 meses: +11,25% |
Diferencial de juros beneficia real O dólar negociado no mercado interbancário apresentou tendência de queda durante toda a quinta-feira, emendou o sétimo pregão consecutivo de baixa e encerrou o dia a R$ 5,421, menor valor de término desde 19 de agosto. O fortalecimento do real foi impulsionado pela decisão do Comitê de Política Monetária, que, ontem, de forma unânime, optou por iniciar um novo ciclo de aperto monetário no país ao aumentar a taxa básica de juros (Selic) de 10,50% a.a. para 10,75% a.a. Em seu comunicado, o Copom adotou um tom mais forte quanto à necessidade de uma política monetária mais restritiva para lidar com o balanço de riscos inflacionários assimétrico e com viés de alta. O documento salientou que “o ambiente externo permanece desafiador, devido ao momento de inflexão do ciclo econômico nos Estados Unidos”. No âmbito interno, o Comitê avaliou que “o cenário, marcado por resiliência na atividade, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas, demanda uma política monetária mais contracionista”. Adicionalmente, em seu cenário de referência, o Copom projetou inflação de 4,3% em 2024, de 3,7% em 2025 e de 3,5% no primeiro trimestre de 2026 (atual horizonte relevante), razoavelmente acima da meta buscada pelo Banco Central, de 3%. Como resultado, investidores elevaram suas expectativas por novas altas para a Selic ao mesmo tempo em que são antecipadas novas baixas de juros pelo Federal Reserve, o que amplia a perspectiva de diferencial de juros brasileiro, torna os títulos domésticos mais rentáveis e contribui na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real.
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