Câmbio encerra quarta em alta, cotado a R$ 5,477
Dólar refletiu fortalecimento global da moeda americana
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,477 (+0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~101,0 pontos (+0,5%)
O mercado de divisas repercutiu o avanço firme da moeda americana mundialmente, em um dia marcado por uma leitura favorável do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro
Variações | No dia: +0,29% | Na semana: -0,79% | No mês: -2,82% | No ano: +12,90% | Em 12 meses: +10,28% |
Força global do dólar O dólar negociado no mercado interbancário se manteve em elevação ao longo desta quarta-feira, porém apresentou um dos melhores desempenhos globais ao enfraquecer 0,29% contra a moeda americana, que se fortaleceu de maneira abrangente na sessão de hoje. O movimento pode ter sido impulsionado por uma realização global de lucros após o notável enfraquecimento de ontem, bem como certo ceticismo sobre os resultados efetivos dos estímulos chineses anunciados ontem. Assim, o ambiente de negócios foi mais avesso ao risco e beneficiou o dólar.
IPCA-15 benigno em setembro No Brasil, o destaque foi a leitura mais baixa que o antecipado para o IPCA-15 de setembro. Enquanto a mediana das estimativas apontava para uma reaceleração do indicador, de 0,19% em agosto para 0,29% em setembro, ele recuou inesperadamente para 0,13% e apresentou uma composição bastante benigna, com alta de 0,13% nos itens monitorados, 0,15% nos preços de serviços e de 0,17% em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Tal resultado diminui preocupações de que a estabilização de preços no Brasil possa estar se esgotando, preocupações que foram compartilhadas recentemente pelo Banco Central. Ontem, seu presidente, Roberto Campos Neto, havia afirmado que “a dinâmica de inflação ainda preocupa o Banco Central”, enquanto a ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) dizia que “os dados referentes à inflação sugerem uma deterioração da composição da inflação”. Embora o Copom também se preocupe com riscos inflacionários futuros, o resultado benigno do IPCA-15 pelo segundo mês consecutivo alivia preocupações de uma reaceleração inflacionária no presente e diminui a urgência de novas altas para a taxa básica de juros (Selic). Isto, por sua vez, diminui a expectativa de elevação dos juros no Brasil e reduz a atratividade de títulos domésticos, o que pode afastar capitais externos e enfraquecer o real.
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