Câmbio termina a terça em alta, cotado a R$ 5,533
Dólar refletiu mau-humor externo
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,533 (+0,9%)
= Dollar Index (DXY): 102,5 pontos (0,0%)
O mercado de divisas repercutiu o fortalecimento global da moeda americana, impulsionado pelo pessimismo com a economia chinesa e preocupações com os conflitos no Oriente Médio.
Variações | No dia: +0,85% | Na semana: +1,41% | No mês: +1,55% | No ano: +14,05% | Em 12 meses: +7,83% |
Pessimismo com a China Em dia de agenda fraca, o dólar negociado no mercado interbancário se manteve em elevação durante toda a sessão desta terça-feira, encerrando o dia acima de R$ 5,50 pela primeira vez em 11 pregões. A tendência de fortalecimento global da moeda americana se estabeleceu desde a madrugada, por conta do mau-humor com a economia chinesa. Autoridades do país afirmaram em entrevista coletiva que estão “plenamente confiantes” de que será alcançada a meta oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024, de 5%, e evitaram mencionar a necessidade de novos estímulos fiscais, o que frustrou investidores. Nas últimas semanas, o país divulgou uma série de medidas de impulso monetário para revigorar a atividade produtiva e a demanda interna na China, enquanto veículos de mídia especializada anunciaram que medidas fiscais seriam anunciadas em breve. Contudo, até o momento, nenhuma declaração foi feita nesse sentido. Analistas avaliam que novos pacotes de estímulo serão necessários para recuperar a confiança de consumidores, empresas e investidores na economia chinesa e para reverter o longo declínio do setor imobiliário, e a frustração dessas expectativas na coletiva de hoje penalizou os ativos chineses e reduziu o apetite por riscos, contaminando o desempenho de outros ativos arriscados como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real.
Tensões geopolíticas no Oriente Médio Contribuiu com o fortalecimento do dólar, também, os temores de investidores com uma escalada dos conflitos no Oriente Médio. Apesar de ser noticiado durante o dia que uma liderança do Hezbollah, organização política e paramilitar do Líbano, apoiava a busca de um cessar-fogo, Israel continuou expandindo seus ataques terrestres e aéreos ao Líbano, afirmando, também, que matou hoje dois dos possíveis sucessores ao líder recém-assassinado do grupo, Hassan Nasrallah. Os receios de uma guerra prolongada na região e de confrontos diretos de Israel com o Irã elevam a aversão a riscos, beneficiando o desempenho de moedas consideradas portos seguros, como o dólar, o franco suíço e o iene japonês.
Aprovação de Galípolo para presidência do BC Por fim, vale mencionar que o atual diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi aprovado pelo Senado Federal para assumir a presidência da instituição a partir de 2025. Pela manhã, Galípolo passou por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, sendo aprovado por unanimidade, com 26 votos favoráveis. À tarde, sua apreciação foi submetida ao Plenário do Senado, sendo aprovado por 66 votos a 5. Apesar de reforçar uma mensagem de autonomia e de compromisso com a estabilidade inflacionária, sua influência nas cotações do dia pareceu ser limitada.
Mercado de moedas




