Câmbio encerra a quarta em alta, cotado a R$ 5,587
Dólar refletiu ata do Fed e queda de commodities
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,587 (+1,0%)
▲ Dollar Index (DXY): 102,9 pontos (+0,4%)
O mercado de divisas repercutiu o fortalecimento global da moeda americana, impulsionado pelo tom firme da ata da última decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) e pelo recuo nos preços globais de commodities.
Variações | No dia: +0,98% | Na semana: +2,40% | No mês: +2,54% | No ano: +15,17% | Em 12 meses: +8,88% |
Pessimismo com a China O dólar negociado no mercado interbancário se manteve em elevação na sessão desta quarta-feira e se reaproximou do patamar de R$ 5,60, em linha com o movimento externo de apetite reduzido por riscos. Boa parte desse movimento foi uma extensão do mau-humor de ontem com a economia chinesa, frente à aparente indisposição das autoridades do país em anunciar medidas de estímulos fiscais a fim de reacelerar o crescimento do Produto Interno Bruto. Mais cedo, o ministro das Finanças da China convocou uma coletiva de imprensa para o sábado, o que reforçou a expectativa pela adoção desses estímulos. Ainda assim, a ausência de detalhes sobre quais serão as medidas e da sua magnitude manteve elevado o pessimismo de investidores, o que penalizou significativamente o desempenho de commodities e de moedas de países exportadores de produtos primários, como o real.
Ata firme do FOMC Contribuiu para o fortalecimento mundial do dólar, também, o tom mais rígido da ata da última decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que mostrou uma indecisão entre seus integrantes sobre o processo de flexibilização monetária do país, com “a maioria” dos membros defendendo um corte de 0,50 p.p. e “alguns” defendendo um corte de 0,25 p.p. Adicionalmente, a ata afirma que as autoridades concordaram em sinalizar que a redução mais agressiva dos juros em setembro não deveria ser interpretada como uma disposição em baixar os juros mais rapidamente ou de preocupação com as perspectivas econômicas americanas. O tom mais cauteloso do documento reforçou uma leitura de que o Federal Reserve deve adotar um ritmo mais vagaroso de cortes de juros, o que favoreceu o desempenho do dólar.
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