Câmbio fecha a quinta estável, cotado a R$ 5,585
Dólar refletiu números para inflação e mercado de trabalho nos EUA
= Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,585 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): 102,9 pontos (0,0%)
O mercado de divisas repercutiu a divulgação de dados econômicos para os EUA, com alta maior que o esperado tanto para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de setembro como para os pedidos semanais de auxílio-desemprego no país.
Variações | No dia: -0,04% | Na semana: +2,36% | No mês: +2,49% | No ano: +15,11% | Em 12 meses: +10,46% |
CPI mais alto nos EUA O dólar negociado no mercado interbancário alternou entre perdas e ganhos ao longo desta quinta-feira, oscilando entre margens estreitas até encerrar o dia praticamente estável, em sessão marcada pela divulgação de dados conflitantes para a economia americana. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de setembro repetiu os números de agosto, com altas de 0,2% no indicador cheio e de 0,3% em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, acima da mediana das estimativas, que apontava para um aumento mais brando, de 0,1% e 0,2%, respectivamente. Tal leitura sugere que a estabilização de preços nos EUA avança a um ritmo mais lento que o antecipado e sugere que o Federal Reserve precisa ser cauteloso em seu processo de flexibilização monetária a fim de assegurar que a inflação retornará à meta inflacionária de 2% anuais, reduzindo as apostas de cortes de juros por investidores.
Pedidos de seguro-desemprego aumentam nos EUA Os pedidos semanais de auxílio-desemprego também superaram as expectativas de especialistas ao registrar 258 mil novos pedidos, ante estimativa mediana de 226 mil. As solicitações aumentaram em 33 mil em uma semana, o maior incremento semanal desde julho de 2021, o que sinalizaria uma maior fragilidade para o mercado de trabalho no país e poderia sugerir a necessidade de cortes de juros mais rápidos para sustentar a economia. Contudo, a leitura da semana pode conter distorções pontuais importantes, como a passagem do furacão Helene, há duas semanas, e uma licença coletiva não remunerada (“furlough”) de funcionários da Boeing em meio a negociações sindicais. Mesmo assim, o número diminuiu o apetite global por riscos e favoreceu o desempenho de moedas consideradas portos-seguros, como o iene e o franco suíço.
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