Câmbio fecha a segunda em queda, cotado a R$ 5,583
Dólar refletiu relatos de contenção de gastos e falas de Haddad
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,583 (-0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): 103,2 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas repercutiu a notícia de que o governo brasileiro prepara um pacote de revisão de gastos públicos, bem como comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a necessidade de realizar um ajuste fiscal no Brasil.
Variações | No dia: -0,59% | Na semana: -0,59% | No mês: +2,45% | No ano: +15,07% | Em 12 meses: +9,71% |
Galípolo e Haddad acalmam investidores Após abrir a sessão em forte alta, o dólar negociado inverteu seu sentido ao longo do dia para baixa, e o real apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas. O pregão foi de fortalecimento global da moeda americana por conta de um pessimismo global com as perspectivas para a economia chinesa, porém o cenário doméstico favoreceu os ganhos do real. Um primeiro impulso para o real veio no início das operações, quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em evento que uma ampliação da isenção do Imposto de Renda precisa ser neutra, o que implica em uma redução correspondente de despesas públicas. “O ajuste fiscal tem de estar em outro lugar; a reforma tem que ser neutra”, declarou. Contribuiu para melhorar o humor dos investidores, também, declarações mais rígidas do diretor de política monetária e futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de compromisso da autarquia com a meta inflacionária de 3% anuais.
Pacotes de contenção de gastos A percepção de riscos fiscais para ativos brasileiros cairia ainda mais durante a tarde, após reportagens da Reuters e do Valor Econômico afirmarem que o governo brasileiro estuda apresentar ainda este ano um “pacote relevante” de medidas de revisão de gastos públicos obrigatórios. A Reuters destacou que as medidas precisariam de aprovação no Congresso nacional e estariam divididas em dois pacotes, um com tratamento pontual de gastos específicos e outro com propostas mais estruturais e “mais duras”. Já o Valor ressaltou que as medidas seriam “mudanças suficientes para alcançar o grau de investimento” e que o Executivo trabalhava para “costurar um pacto com o Legislativo e o Judiciário para sua implementação e blindagem”. O objetivo, segundo as reportagens, seria dar “sustentação” ao arcabouço fiscal, contendo o ritmo de expansão dos gastos obrigatórios e abrindo margem para as despesas discricionárias, que incluem investimentos. Embora as notícias digam respeito a intenções do governo sem maiores detalhes nem cronograma, elas colaboraram para a redução da exigência de prêmios de risco por investidores e impulsionaram o real ao melhor desempenho entre as moedas mais líquidas da sessão.
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