Câmbio encerra a quarta em leve baixa, cotado a R$ 5,693
Dólar reflete compasso de espera por novos orientadores de negócios
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,693 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): 104,4 pontos (+0,3%)
Em mais um dia de agenda fraca, o mercado de divisas refletiu o ambiente de negócios mais avesso ao risco, enquanto investidores se mantiveram em compasso de espera pela divulgação do IPCA-15, de amanhã, e do resultado da eleição presidencial americana de 05 de novembro.
Variações | No dia: -0,06% | Na semana: -0,12% | No mês: +4,48% | No ano: +17,35% | Em 12 meses: +13,50% |
Dólar avança globalmente Em mais um dia de poucos eventos, o dólar negociado no mercado interbancário se manteve entre margens estreitas, abrindo a sessão em alta, porém devolvendo seus ganhos gradualmente até passar para leve queda. O pregão foi de novo fortalecimento global da moeda americana impulsionado pelo avanço dos rendimentos dos títulos do tesouro americano (Treasuries). Dados econômicos mais fortes que o antecipado para a economia do país e uma antecipação de efeitos de uma possível vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais diminuíram as apostas de investidores para cortes de juros rápidos nos EUA, o que, por sua vez, sugere que a perda de rentabilidade dos títulos denominados em dólar vai ser mais lenta que o previsto anteriormente e favorece o fortalecimento da moeda americana.
À espera do IPCA-15 No Brasil, investidores também se mantiveram em compasso de espera para a divulgação do IPCA-15 de outubro de amanhã, que deve se acelerar significativamente em relação ao mês de setembro por conta da alta de preços de alimentos e energia elétrica. Nas últimas semanas, o desempenho de ativos brasileiros, como os rendimentos dos contratos futuros de juros (DI) e a taxa de câmbio, tem sido penalizado por um pessimismo generalizado de agentes do mercado financeiro com a evolução das contas públicas e da inflação no país. Como resultado, há uma expectativa crescente de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central realizará um ciclo rígido de altas para a taxa básica de juros (Selic) para assegurar a estabilização de preços. Isto, por sua vez, pode aumentar a atratividade dos títulos domésticos, favorecendo a entrada de capitais estrangeiros e fortalecendo o real.
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