Câmbio termina a terça em alta, cotado a R$ 5,763
Dólar reflete avanço global da moeda americana e riscos fiscais no Brasil
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,763 (+0,9%)
= Dollar Index (DXY): 104,3 pontos (0,0%)
O mercado de divisas repercutiu o fortalecimento do dólar frente a divisas emergentes em meio a um ambiente mais avesso ao risco, bem como o amplo pessimismo e ceticismo de investidores quanto à condução da política fiscal brasileira.
Variações | No dia: +0,95% | Na semana: +0,98% | No mês: +5,75% | No ano: +18,78% | Em 12 meses: +14,15% |
Aversão externa ao risco Após passar a manhã em estabilidade, o dólar negociado no mercado interbancário apresentou forte tendência de elevação durante a tarde, encerrando a sessão no maior valor desde 29 de março de 2021 (R$5,7681) – três anos e sete meses atrás. Em parte, o enfraquecimento do real foi alinhado ao movimento externo de fortalecimento da moeda americana frente a divisas de economias emergentes – os piores desempenhos da sessão foram do real, do peso colombiano e do peso mexicano. O cenário de negócios permanece avesso ao risco e volátil por conta da imprevisibilidade para a eleição presidencial americana, o que, por sua vez, favorece a busca de ativos de segurança, mais líquidos e menos voláteis, como o dólar.
Percepção elevada de riscos fiscais O enfraquecimento do real foi impulsionado, também, pelo ambiente de franco pessimismo e ceticismo de investidores com a disposição do governo federal em reduzir as despesas públicas, o que resulta em um sensível aumento na exigência de prêmios de risco, penalizando o desempenho de ativos brasileiros. Hoje, agentes do mercado financeiro se frustraram com falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou que não há data prevista para o anúncio das medidas para corte de gastos do governo, prometidas anteriormente para depois do segundo turno das eleições municipais, e disse desconhecer rumores sobre o tamanho dos cortes, que estariam entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões.
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