Câmbio fecha a quinta em alta, cotado a R$ 5,782
Dólar reflete Ptax de fim de mês e ambiente de cautela externa
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,782 (+0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): 103,9 pontos (-0,1%)
O movimento do pregão repercutiu a disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês, que trouxe bastante volatilidade e concentrou o volume de operações nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a sua formação. Adicionalmente, o mercado de divisas refletiu uma postura mais cautelosa de investidores em função de dados econômicos aquecidos e da acirrada disputa para a presidência americana.
Variações | No dia: +0,30% | Na semana: +1,31% | No mês: +6,10% | No ano: +19,17% | Em 12 meses: +14,70%
Taxa Ptax de fim de mês O dólar negociado no mercado interbancário apresentou tendência de elevação suave ao longo desta quinta-feira, encerrando o pregão no maior valor desde 09 de março de 2021 (R$ 5,7927) – três anos e sete meses atrás. A formação da taxa Ptax de fim de mês dificulta a interpretação das negociações, visto que o volume de operações se concentrou entre os horários utilizados pelo Banco Central para a formação da taxa, ou seja, entre os boletins das 10h00min e das 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e de derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas transações neste intervalo, disputando a sua definição. Hoje, a taxa Ptax de outubro se encerrou em R$ 5,7779, alta de 6,1% em relação ao fechamento de setembro.
Taxa Ptax de fim de mês – venda

Fonte: Banco Central do Brasil. Elaboração: StoneX.
Economia americana aquecida No exterior, a sessão foi orientada pela divulgação de indicadores econômicos dos EUA, que reforçaram a percepção de resiliência da sua economia. Destaca-se o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de setembro, que se acelerou frente a agosto e sugere uma percepção de estabilização inflacionária mais gradual do que a inicialmente prevista. Adicionalmente, os gastos pessoais cresceram em 0,5% em relação ao mês anterior, superando a projeção mediana de 0,4%. Além do PCE, a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, que registraram a terceira queda consecutiva, pode ter impactado a percepção de risco dos investidores. O indicador reforça a resiliência do mercado de trabalho no país, registrando 216 mil novos pedidos, ante estimativa de 235 mil. Ambas as divulgações fortalecem a perspectiva de que a economia americana permanece aquecida e que, dessa forma, o Federal Reserve adotará cortes graduais e mais lentos nas taxas de juros, o que contribui para a rentabilidade dos títulos denominados em dólar e favorece o fortalecimento da moeda americana. Por fim, os investidores aguardam o relatório de emprego ("payroll") de amanhã, considerado o dado mais relevante sobre o mercado de trabalho e o primeiro indicador importante referente ao mês de outubro.
Incerteza eleitoral nos EUA Outro fator importante para o fortalecimento global do dólar é a incerteza sobre o resultado da eleição presidencial nos EUA, de 05 de novembro, cuja disputa permanece muito acirrada e imprevisível. Sete estados americanos que podem ser decisivos mostram uma diferença nas intenções de voto entre Donald Trump e Kamala Harris menor que dois pontos percentuais, e em quatro deles a diferença é menor que um ponto percentual. Este cenário deve se manter inalterado até o final do pleito, o que eleva a incerteza sobre a evolução das políticas econômicas estadunidenses e estimula a busca de ativos de segurança, que são menos voláteis e mais líquidos, como a moeda americana.
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