Câmbio fecha a segunda em alta, refletindo força global do dólar e frustração com pacote fiscal
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,065 (+1,1%)
▲ Dollar Index (DXY): 106,4 pontos (+0,6%)
O mercado de divisas repercutiu os ganhos mundiais da moeda americana e a maior aversão a riscos, enquanto a piora das percepções de riscos fiscais no Brasil ampliaram as perdas do real.
Variações | No dia: +1,07% | Na semana: +1,07% | No mês: +1,07% | No ano: +25,01% | Em 12 meses: +24,25% |
Força global do dólar O dólar negociado no mercado interbancário subiu pela quinta sessão seguida e renovou o maior encerramento nominal da história, refletindo fatores domésticos e externos de pressão para o real. No exterior, o dia foi de fortalecimento generalizado da moeda americana. Por um lado, as ameaças do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas de importação de 100% sobre os produtos das nações pertencentes ao BRICS caso esses países busquem uma alternativa para o dólar prejudicou o desempenho das moedas dessas economias e de outros países exportadores de produtos primários ao elevar os temores de que uma elevação das barreiras tarifárias pelos EUA possa prejudicar os fluxos de comércio internacional. Por outro, temores crescentes de um colapso no governo de coalisão francês, o que traria incertezas para a política fiscal do país, prejudicaram o desempenho do euro e favoreceu a alta do dollar index.
Pessimismo fiscal Contribuiu para o enfraquecimento do real, também, a percepção mais elevada de riscos fiscais dos ativos brasileiros após a divulgação na semana passada de medidas econômicas do governo federal. A inclusão inesperada da ampliação da isenção do Imposto de Renda entre as medidas aprofundou o pessimismo de investidores e reforçou a leitura de que de o Palácio do Planalto demonstra pouca urgência, pouca importância e pouca vontade política para a necessidade de ajustes estruturais dos gastos públicos (leia mais sobre o tema no Panorama Semanal de Câmbio). Esse pessimismo se manifesta, por exemplo, no boletim Focus desta segunda-feira, que mostra piora das expectativas para inflação, juros e câmbio em 2025 e 2026.
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