Câmbio encerra a quarta em leve alta, em linha com o fortalecimento externo do dólar
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,111 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): 109,1 pontos (+0,5%)
O mercado de divisas repercutiu os ganhos globais da moeda americana em função de novos dados mais aquecidos para o mercado de trabalho do país, receios sobre barreiras tarifárias no novo governo Trump e a divulgação da ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve.
Variações | No dia: -1,10% | Na semana: -2,26% | No mês: -2,18% | No ano: -2,18% | Em 12 meses: +23,16%
Tarifas de Trump Após apresentar tendência de alta pela manhã, a taxa de câmbio passou a devolver suas perdas no período da tarde, até encerrar a sessão próxima à estabilidade. O dia foi de novo fortalecimento amplo do dólar e aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), impulsionados logo cedo após reportagem da CNN afirmar que Donald Trump considera declarar um estado de emergência econômica nacional para dar amparo jurídico à aplicação de tarifas de importação a diversos países simultaneamente. A notícia ampliou receios de que medidas econômicas adotadas pelo governo Trump possam ter impactos inflacionários.
Economia aquecida Na sequência, a divulgação de que o número de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caiu ao menor nível em onze meses reforçou a percepção de que o mercado de trabalho americano continua aquecido, o que, por sua vez, representa um fator de risco inflacionário e sugere que não há necessidade imediata de novos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Fed cauteloso Por fim, a publicação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed, ocorrida em 18 de dezembro, mostrou que os membros do Comitê estão preocupados com a possibilidade de uma inflação mais persistente, dentre outros motivos, por conta de possíveis efeitos de mudanças nas políticas econômicas pelo novo governo de Donald Trump. Estes fatores reforçam a leitura de que os juros americanos se manterão em patamar mais elevado por mais tempo que o anteriormente antecipado, o que favorece o desempenho do dólar frente a outras moedas.
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