Câmbio fecha a segunda estável, refletindo força global do dólar e sinalização de medidas fiscais
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,098 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): 109,9 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda vazia, o mercado de divisas repercutiu o fortalecimento externo da moeda americana e comentários de membros da equipe econômica sobre novas medidas de ajuste fiscal no Brasil.
Variações | No dia: -0,08% | Na semana: -0,08% | No mês: -1,29% | No ano: -1,29% | Em 12 meses: +25,56% |
Força global do dólar Em dia de liquidez mais baixa que a média, a taxa de câmbio do real oscilou ao redor da estabilidade mesmo diante de um novo fortalecimento externo da moeda americana. O Dollar Index sustenta seis semanas seguidas de valorização e se encontra no maior patamar desde novembro de 2022 em função da percepção de investidores de que o Federal Reserve (Fed) não possui muito espaço para mais reduzir juros e, assim, deve manter a taxa de juros mais alta por mais tempo nos EUA, o que favorece o fortalecimento do dólar. Essa percepção, por sua vez, é resultado de um discurso cauteloso dos integrantes do Fed, de receios de que mudanças nas políticas econômicas americanas na presidência de Donald Trump possa resultar em impactos inflacionários e, principalmente, pelos dados econômicos mais aquecidos que o antecipado.
Bom desempenho do real Contudo, o real sustentou o seu valor na sessão desde o início das operações. Dentre as razões apontadas para o bom desempenho do real, estão um movimento de realização de lucros após as fortes perdas do final do ano passado, uma entrada de fluxos financeiros impulsionados pela perspectiva de elevação firme da taxa básica de juros (Selic), comentários menos conservadores sobre política monetária pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, e sinalizações da equipe econômica do governo sobre a possibilidade de novas medidas de ajuste fiscal em 2025. Em entrevista publicada hoje, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo deve adotar novas medidas de redução de despesas federais após a aprovação do Orçamento de 2025 pelo Congresso Nacional.
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