Câmbio fecha a terça em baixa, em linha com recuo global do dólar
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,045 (-0,8%)
▼ Dollar Index (DXY): 109,3 pontos (-0,6%)
Em dia de agenda doméstica esvaziada, o mercado de divisas repercutiu o movimento de enfraquecimento global da moeda americana, após dados mais brandos de inflação ao produtor (PPI) e a possibilidade de implantação gradual de tarifas no governo Trump.
Variações | No dia: -0,84% | Na semana: -0,93% | No mês: -2,12% | No ano: -2,12% | Em 12 meses: +24,24%
Tarifas graduais de Trump? O dólar negociado no mercado de divisas apresentou trajetória de queda ao longo de toda a sessão dessa terça-feira, encerrado a R$ 6,045. Desde o início da sessão, o recuo da moeda parece ter sido impulsionado pela melhora no apetite por riscos dos investidores, após reportagem sugerir que a equipe econômica de Trump avalia a implementação da aplicação de barreiras tarifárias sobre os parceiros comerciais americanos de maneira gradual, com um crescimento mensal de 2% a 5%. Embora a reportagem cautele que a proposta ainda está em elaboração e não foi apresentada a Trump, a possibilidade de uma abordagem mais conservadora para os impostos de importação resultou em uma recuperação de ativos arriscados globais frente ao dólar, em particular das moedas de países emergentes.
PPI mais brando Contribui também para o enfraquecimento da divisa norte-americana a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de dezembro, que revelou uma desaceleração acima do esperado na inflação de custos. No mês, o indicador avançou 0,2% em relação a novembro, abaixo da mediana das projeções (0,3%). Seu núcleo, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, permaneceu estável (0,0%), ante expectativa de alta de 0,2%. A menor variação de preços, aliada à composição benigna do indicador, reforçou a percepção de que a economia dos Estados Unidos esteja atravessando um “pouso suave”, com redução gradual da atividade, preservação de níveis adequados de emprego e diminuição de pressões inflacionárias. Esse dado também interrompeu uma sequência de resultados mais aquecidos na economia norte-americana, que vinha alimentando a ideia de que o Federal Reserve teria pouco espaço para novos cortes na taxa de juros e que tem sustentado o valor do dólar nas últimas semanas. A divulgação mais amena do PPI reforçou, portanto, a leitura de que os ajustes de política monetária contracionista promovidos pelo Federal Reserve estejam surtindo efeito no controle da inflação. Nesse contexto, os investidores aguardam com atenção a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), amanhã.
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