Câmbio fecha a segunda em queda, refletindo perspectiva de adiamento de tarifas por Trump
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,0420 (-0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): 108,0 pontos (-1,2%)
O mercado de divisas repercutiu o enfraquecimento generalizado da moeda americana após reportagens de que o novo governo de Donald Trump não implantará de imediato tarifas de importações sobre os parceiros comerciais americanos.
Variações | No dia: -0,38% | Na semana: -0,38% | No mês: -2,20% | No ano: -2,20% | Em 12 meses: +22,62% |
Sem tarifas, por enquanto Em dia de liquidez reduzida por conta do feriado de Martin Luther King nos EUA, a taxa de câmbio do real apresentou tendência de baixa ao longo da sessão desta segunda-feira, em linha com o movimento externo de recuo da moeda americana. Esse movimento se estabeleceu desde o início do dia, após reportagens dos jornais Wall Street Journal e Bloomberg afirmarem que Donald Trump, que retornou à presidência dos EUA hoje, não anunciaria nenhum imposto de importação hoje. Trump deve assinar diversas medidas executivas ainda em seu primeiro dia de governo, mas a perspectiva de que nenhuma medida tarifária seria implantada no primeiro dia de governo levou a uma reversão dos ganhos recentes do dólar, que se fundamentaram em partes na expectativa de uma “guerra comercial” entre os EUA e seus principais parceiros comerciais.
Intervenção do BC Contribuiu para o fortalecimento do real, também, a realização de dois leilões de linha pelo Banco Central (BC) durante a manhã, que ofertou um total de US$ 2 bilhões em operações de venda com compromisso de recompra (isto é, a realização de leilões simultâneos de venda de dólares à vista com leilões de compra futura de dólares), um com prazo de recompra em 04 de novembro de 2025 e outro em 02 de dezembro de 2025. Esta é a primeira intervenção da autarquia em 2025, que sempre afirma que só atua no mercado de divisas quando há fala de liquidez em alguma das pontas das negociações, e não procura se orientar pelo valor da taxa de câmbio.
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