Câmbio encerra a quarta estável, em dia de decisões de juros no Brasil e nos EUA
= Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,8682 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~108,0 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas apresentou oscilações contidas nesta quarta-feira, mantendo-se estável após o Federal Reserve manter sua taxa de juros inalterada e aguardando pela decisão de política monetária do Banco Central do Brasil.
Variações | No dia: -0,02% | Na semana: -0,84% | No mês: -5,01% | No ano: -5,01% | Em 12 meses: +18,52% |
Decisão do FOMC A taxa de câmbio do real alternou entre perdas e ganhos ao longo da sessão desta quarta-feira, encerrando o dia praticamente estável ante a terça-feira. Mesmo a decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) não foi capaz de alterar significativamente as cotações das principais moedas. O FOMC manteve sua taxa básica de juros estável, no intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a, em linha com as expectativas de investidores, evitando sinalizar como podem ser os próximos passos do Comitê. Após meses de leituras inflacionárias mais aquecidas que o antecipado, o comunicado retirou os trechos que afirmavam que “as condições do mercado de trabalho "arrefeceram e a taxa de desemprego se movimentou para cima, mas se mantém baixa” e que a inflação “progrediu em direção à meta de inflação de 2% [anuais]”, reforçando uma leitura de que os riscos econômicos nos EUA estão mais equilibrados. Entretanto, na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Jerome Powell, buscou suavizar essas alterações, afirmando que eram apenas “uma limpeza na linguagem”.
Decisão do Copom No Brasil, investidores também aguardaram pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), após o fechamento do mercado, que deve aumentar a taxa básica de juros (Selic) de 12,25% a.a. para 13,25% a.a., tal como sinalizado em dezembro. Se naquela decisão o Comitê apontou que a realização de duas altas mais intensas de juros se justificavam pela piora do cenário futuro de inflação, que está “menos incerto e mais adverso” e com “assimetria altista” após a “materialização de riscos inflacionários”, esse cenário pareceu piorar ainda mais desde a última decisão, com uma intensa desvalorização da taxa de câmbio, contínua elevação das expectativas inflacionárias e uma séria crise de credibilidade da condução da política fiscal brasileira junto a investidores. O comunicado da decisão deve ser novamente firme em relação aos riscos inflacionários enfrentados pelo Brasil e reforçar a perspectiva de que a Selic passará por rápidas elevações. Adicionalmente, investidores observarão se haverá mudança no “guia futuro” (foward guidance), que era de duas altas consecutivas de 1,00 p.p. na última reunião. A perspectiva de juros básicos mais altos por mais tempo eleva as expectativas de rentabilidade de títulos domésticos, o que favorece a entrada de investimentos estrangeiros e pode contribuir para a valorização do real.
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