Câmbio fecha a quinta em leve alta, refletindo PPI americano e novas tarifas de Trump
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,7682 (+0,1%)
▼ Dollar Index (DXY): ~107,3 pontos (-0,6%)
O mercado de divisas repercutiu a leitura mais forte que o esperado para o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de janeiro nos EUA e a divulgação de um plano do presidente do país, Donald Trump, para impor tarifas de reciprocidade apenas no mês de abril.
Variações | No dia: +0,10% | Na semana: -0,42% | No mês: -1,15% | No ano: -6,63% | Em 12 meses: +16,31% |
Inflação mais alta nos EUA A taxa de câmbio do real alternou entre perdas e ganhos ao longo desta quinta-feira, anotando um dos piores desempenho da sessão em um dia de perdas generalizadas da moeda americana. Pela manhã, o dólar chegou a apresentar um fortalecimento após a leitura mais aquecida do que o esperado para o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de janeiro, que teve alta de 0,4% no mês no indicador geral e de 0,3% em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Além disso, o resultado de dezembro foi revisado para cima, de 0,2% para 0,5% no índice cheio e de 0,0% para 0,4% em seu núcleo. O aumento disseminado dos componentes do PPI veio um dia após a leitura mais forte do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), reforçando uma percepção entre investidores de que a inflação americana continua excessivamente persistente e aquecida. Isto, por sua vez, corrobora com a expectativa de que os juros nos EUA devem permanecer em um patamar mais elevado por mais tempo, o que tende a impulsionar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e fortalecer o dólar globalmente.
Tarifas de Trump distantes Contudo, a moeda americana passou a perder força durante a tarde em meio a relatos de que as “tarifas de reciprocidade” prometidas pelo presidente dos EUA não entrariam em vigor de imediato. No fim da tarde, esses relatos se confirmaram, com Donald Trump assinando um memorando, ao invés de uma ordem executiva, detalhando um plano para a imposição de taxas de importação pelo país na mesma medida que as praticadas pelos seus parceiros comerciais. O memorando solicita um estudo detalhado do comércio internacional dos EUA com cada país, buscando identificar práticas “injustas” e determinando o nível apropriado de sobretaxas para cada caso. O secretário interino para o Comércio americano, Howard Lutnick, afirmou que esses estudos serão concluídos até 01 de abril, e que Trump poderá agir imediatamente após sua conclusão. Como essas potenciais tarifas só poderão entrar em vigor após abril, prevaleceu uma leitura entre os operadores do mercado financeiro de que Trump está mais menos agressivo do que o antecipado na condução da sua política comercial, resultando em um enfraquecimento amplo do dólar.




