Câmbio fecha a quinta em queda, em linha com o recuo generalizado do dólar
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,7045 (-0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~106,4 pontos (-0,8%)
Em dia de poucos eventos, o mercado de divisas repercutiu o enfraquecimento externo do dólar, mesmo em meio a ameaças de tarifas de importação pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e a preocupações com a viabilidade de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.
Variações | No dia: -0,37% | Na semana: +0,12% | No mês: -2,24% | No ano: -7,66% | Em 12 meses: +15,67% |
Tarifas distantes de Trump Em mais um dia de agenda esvaziada, a taxa de câmbio do real oscilou entre estreitas margens, mantendo-se em queda durante todo o pregão e em linha com o movimento externo de enfraquecimento da moeda americana. Esse movimento, por sua vez, tem sido impulsionado pela percepção de que o presidente dos EUA, Donald Trump, apresenta uma postura menos firme que o antecipado na aplicação de tarifas de importação sobre outras economias, usando as ameaças de impostos como ferramenta de negociação. Embora Trump tenha ameaçado, ontem, a imposição de tarifas de aproximadamente 25% sobre a importação de automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos e, hoje, sobre a importação de madeira e produtos florestais, a sinalização de que essas sobretaxas serão aplicadas somente em abril reforçou a leitura de investidores de que é provável que os EUA concederão isenções ou exceções às nações que buscarem um acordo com o país. Por isso, as ameaças de tarifas que não entrarão em vigor por semanas têm tido um efeito contrário ao antecipado, impulsionando o desempenho de ativos arriscados, como moedas de economias emergentes.
Panos quentes de Zelensky Adicionalmente, contribuiu para o recuo global do dólar declarações apaziguadoras do presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, que afirmou estar disposto a trabalhar por um acordo de investimentos e de segurança com os EUA, mesmo após o presidente americano ter acusado a Ucrânia de ter iniciado a guerra com a Rússia e ter chamado Zelensky de “ditador sem eleições”. O tom mais construtivo do líder ucraniano ajudou a amenizar as percepções de risco geopolítico e prejudicou o desempenho do dólar frente a outras moedas.




