Câmbio encerra a quarta estável, refletindo CPI brando e preocupações com política comercial americana
= Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,8091 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,6 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas repercutiu o crescimento menor que o esperado do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano de fevereiro e as preocupações com uma “guerra tarifária” dos EUA contra seus principais parceiros comerciais.
Variações | No dia: -0,03% | Na semana: +0,34% | No mês: -1,81% | No ano: -5,97% | Em 12 meses: +16,77% |
Receios de uma “guerra tarifária” Após apresentar tendência de elevação pela manhã, a taxa de câmbio do real devolveu suas perdas ao longo da tarde, encerrando o dia próxima à estabilidade e refletindo influências contraditórias sobre os mercados financeiros globais. Por um lado, os receios de uma “guerra comercial” ampla entre EUA e seus parceiros comerciais pioraram após os Estados Unidos efetivarem uma sobretaxa de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio. Entre os países mais impactados pela nova taxação estão Canadá, Brasil, México e Coreia do Sul. Como retaliação, a União Europeia anunciou a adoção de tarifas sobre US$ 28 bilhões em importações de produtos norte-americanos a partir de abril, enquanto o Canadá anunciou a adoção de tarifas sobre US$ 20 bilhões em importações. O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, criticou a retaliação e ameaçou ampliar as tarifas de importação sobre esses países caso eles efetivem essas sobretaxas. Investidores temem que a ampliação de barreiras comerciais pelos EUA prejudique o crescimento econômico americano e possa resultar em uma recessão econômica, o que, por sua vez, tende a aumentar a aversão global a riscos e favorecer o desempenho de ativos de segurança, como o dólar.
Inflação mais branda nos EUA Por outro lado, a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro nos Estados Unidos surpreendeu analistas e ajudaram a amenizar as preocupações de uma persistência inflacionária no país. O CPI avançou 0,2% em relação ao mês anterior tanto no índice cheio como em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, abaixo da estimativa mediana de 0,3% para ambos. Em consequência, a alta acumulada em 12 meses recuou de 3,0% para 2,8%, enquanto o núcleo passou de 3,3% para 3,1%. Apesar de ainda se situarem acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve, tais resultados podem ser interpretados como um sinal de “pouso suave” da economia norte-americana, o que reforça as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve em 2025 e, portanto, tende a intensificar o movimento de desvalorização do dólar em nível global.
Medidas de inflação para os Estados Unidos (12 meses)





