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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar fecha em alta, cotado a R$ 5,24
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Em sessão marcada por divulgação de ata do FOMC,
dólar engata sétima alta consecutiva
O dólar renovou, nesta quarta-feira (7), seu maior nível no mercado cambial brasileiro desde maio, ao engatar sua sétima sessão consecutiva em alta, em meio ao ambiente de apreensão durante a maior parte do dia, com os investidores temendo potenciais comentários hawkish da última reunião de política monetária do Federal Reserve. Depois de atingir valorização de mais de 1,2% durante o intradia, quando chegou a ser cotada acima de R$ 5,27, a moeda americana recuou para terminar o pregão em R$ 5,239, alta diária de 0,5%.
 
Dólar à vista - Intraday (10 minutos)
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. Elaboração: StoneX.
Após maior cautela nos mercados cambiais de forma geral nos primeiros pregões da semana, na expectativa por novos detalhes acerca dos planos do Federal Reserve para o início de uma contração na política monetária, a ata da reunião realizada nos dias 16 e 17 de junho revelou que as discussões sobre o tema seguem ainda em tom preliminar. O documento mostrou que alguns membros consideraram adequado já iniciar o planejamento de um ajuste nos estímulos monetários, uma vez que o crescimento da economia, e junto dele, a inflação, têm ocorrido de forma mais acelerada que o esperado. Porém, apesar de os membros do colegiado admitirem que enxergam eventuais ajustes na política monetária ocorrendo mais cedo que o esperado anteriormente, a maior parte dos participantes continua acreditando no caráter transitório da inflação dos últimos meses e que o “progresso substancial adicional” do nível de atividade e emprego ainda não foi atingido, e que em função disso, os atuais níveis de estímulos devem permanecer.
O Comitê considerou que deve ser paciente ao avaliar o progresso rumo a estes objetivos e ao anunciar mudanças no programa de compra de ativos, uma vez que, caso necessário, o Fed deve estar bem posicionado para realizar estas mudanças. Tais mudanças poderiam ocorrer tanto em resposta a “desenvolvimentos econômicos inesperados”, como um avanço mais rápido que o previsto às metas estabelecidas, quanto no surgimento de fatores de risco aos objetivos traçados pelo colegiado. Com isso, os membros indicaram que seguirão avaliando uma ampla gama de fatores, como os dados do mercado de trabalho, inflação, e os índices de cobertura vacinal, para voltarem a debater sobre a manutenção das medidas monetárias em vigor no próximo encontro, previsto para os dias 27 e 28 de julho. Todavia, reiteraram que qualquer decisão de alteração no futuro será anunciada com grande antecedência.
Entre os novos pontos que foram debatidos, e que podem ser aprofundados nas próximas reuniões, alguns membros do Comitê trouxeram a opinião de que em uma eventual diminuição do ritmo de compra mensal de ativos, as reduções deveriam ser iniciadas pelos títulos lastreados em hipotecas, de forma a controlar as fortes pressões inflacionárias no setor imobiliário. No entanto, a maioria dos participantes afirmou que seria favorável a uma redução proporcional nas compras tanto dos títulos do Tesouro americano (atualmente em US$ 80 bilhões) quanto dos títulos lastreados em hipotecas (atualmente em US$ 40 bilhões).
A postura cautelosa do Fed ao tratar de reduções do grau de estímulo à economia, sinalizando que estas não devem ocorrer no curto-prazo, elevou o apetite por risco dos agentes, com os índices acionários de Wall Street encerrando a sessão em alta. Apesar do alívio, a moeda americana registrou leve avanço de 0,1% ante uma cesta de divisas de economias avançadas, com o dollar index terminando o dia cotado a 92,6 pontos, permanecendo em seu maior patamar desde o início de abril.
O Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) dos Estados Unidos divulgou hoje a Pesquisa de Abertura de Vagas e Turnover (JOLTS), que demonstra que as aberturas de novos postos de trabalho atingiram um novo recorde no mês de maio ao registrar 9,2 milhões de novas vagas, ligeira elevação ante o mês de abril. Entretanto, as contratações se reduziram levemente no período, o que pode ser interpretado como um sinal de dificuldades para o preenchimento das vagas pelos negócios. Alguns analistas têm alertado sobre a possibilidade de escassez de mão de obra em determinados setores à medida que a atividade econômica se recupera e as restrições impostas para o combate ao coronavírus se reduzem.
Internamente, após o IBGE divulgar nesta manhã dados positivos para o varejo em maio, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou suas expectativas de vendas e de produção nesta quarta-feira para o ano de 2021, em meio ao impacto de restrições na oferta de componentes como chips e pneus. A estimativa de produção caiu de 2,52 milhões, prevista em janeiro, para 2,45 milhões de unidades, ou seja, um ajuste na expectativa de crescimento anual de 25% para 22%. Para as vendas internas, a nova projeção indica um mercado de 2,32 milhões de veículos, aumento de 13% em relação a 2020, contra uma expectativa anterior de venda de 2,36 milhões de unidades, equivalente a uma expansão de 15%.
“Estimamos que a falta de semicondutores tenha impedido que algo entre 100 mil e 120 mil veículos fossem produzidos no primeiro semestre. Esse problema afeta todos os países produtores e tem impedido a plena retomada do setor automotivo”, divulgou em nota o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.
A indústria tem focado em veículos de maior rentabilidade, caso de SUVs, que no primeiro semestre, pela primeira vez, praticamente empataram sua participação no total de veículos leves vendidos com carros hatch, ficando com fatia de 39%. A Associação também elevou a projeção de emplacamentos de caminhões este ano, de uma alta de 13% para um crescimento de 36%, ou seja, 122 mil veículos a mais, modalidade favorecida pelo crescimento da demanda vinda do agronegócio e de setores extrativistas.
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