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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Após mais um dia de volatilidade,
dólar fecha em estabilidade
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Moeda americana segue em compasso de espera
para reunião do Fed de amanhã
Após alternar perdas e ganhos ao longo do dia, o par real/dólar encerrou esta terça-feira (27) em estabilidade, cotado a R$ 5,176, variação marginal de +0,01% em relação ao fechamento de segunda. Nesta terça, a taxa de câmbio repercutiu os dados positivos para o setor externo brasileiro e a queda de índices acionários globais em função da introdução de novas regulamentações para empresas de tecnologias na China, o que, por sua vez, reduziu o apetite por risco dos investidores. O mercado de moedas também aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) de amanhã, que pode ter impacto relevante nos mercados globais de câmbio.
Dólar à vista - Intraday (10 minutos)
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. Elaboração: StoneX.

As bolsas de Xangai e de Hong Kong despencaram pelo segundo dia seguido, após a implantação de novas regulamentações sobre as empresas de tecnologia pelo governo chinês. O regulador antitruste da China determinou durante o fim de semana uma série de diretrizes para o setor de plataformas de entregas de comidas, que incluem pagar ao pessoal das entregas pelo menos o salário-mínimo local, e para o setor de educação, obrigando os serviços de tutoria que ensinam disciplinas escolares aos alunos durante os anos obrigatórios a serem administrados como operações sem fins lucrativos. Além disso, as autoridades chinesas proibiram esses serviços de tutoria a algumas formas de financiamento, a propriedade estrangeira e a aulas nos finais de semana e feriados públicos ou escolares. As fortes perdas em Xangai e Hong Kong pesaram sobre o apetite dos investidores e influenciaram diversos índices acionários pelo mundo, como Ibovespa, Nasdaq, Dow Jones e Stoxx Europe 600, que também recuaram no dia de hoje.

No Brasil, o Banco Central divulgou nesta terça-feira que, no mês de junho, a balança comercial registrou um superávit de US$ 7,3 bilhões e a balança de transações correntes também apresentou saldo positivo de US$ 2,7 bilhões, ao passo que as contas financeiras assinalam um déficit de US$2,4 bilhões. No saldo acumulado entre janeiro e junho deste ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 19,8 bilhões, porém a balança de transações correntes ainda apresenta um déficit de US$ 7,0 bilhões no primeiro semestre do ano, por conta das fortes saídas de juros e lucros. Já a conta capital e financeira denotou entrada líquida de US$ 8,8 bilhões no mesmo período. Para os primeiros seis meses do ano, o balanço de pagamentos está positivo em US$ 1,8 bilhão de dólares.

Durante a manhã, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a previsão de crescimento da economia do Brasil em 2021. No relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado nesta terça-feira, a entidade estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 5,3% neste ano, contra uma previsão de 3,7% em abril, mas cortou a previsão de crescimento para 2022 para 1,9%, ante 2,6% estimado em abril. Em entrevista após a divulgação do relatório, a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, afirmou que “parte da razão pela qual nós temos uma redução para o próximo ano é porque estamos antecipando essa recuperação para 2021. Estamos vendo uma recuperação mais rápida do Brasil do que havíamos previsto”.

O foco dos agentes financeiros segue voltado à decisão de política monetária do Federal Reserve de amanhã. A expectativa é de que o banco central americano mantenha seu comprometimento com a recuperação da economia do país e não altere seus instrumentos de estímulos econômicos. Contudo, os analistas aguardam mais informações sobre como seus membros se posicionarão a respeito do horizonte temporal para os ajustes nestes instrumentos, visto que os níveis de preço estão apresentando valores incomumente elevados recentemente.

A política monetária brasileira também segue em destaque. O mercado futuro de juros DI para janeiro de 2022 segue em aceleração nos últimos dias, refletindo uma expectativa crescente de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá subir a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual na reunião da próxima semana, ao invés do 0,75 ponto percentual que havia indicado em seu último comunicado. A perspectiva de elevações da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central, e, consequentemente, o aumento do diferencial de juros em relação a outras economias, elevam a rentabilidade dos investimentos no Brasil, atraindo a entrada de divisas e contribuindo com a tendência de valorização do real.

O dollar index reverteu sua tendência de valorização da semana anterior e recuou perante uma cesta de moedas de economias avançadas, encerrando o dia cotado a 92,5 pontos, diminuição de 0,2% em relação a ontem. As divisas de diversos pares do real, como o peso chileno, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano e o rublo russo, não tiveram direção definida na sessão de hoje, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan encerrou em variação marginal de +0,05%.

  • Moedas

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