
Abertura de Câmbio
Câmbio deve refletir dados de emprego nos EUA

- Moedas
O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente. Faça seu download. →
By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar recuou nesta terça-feira (10), encerrando a sessão cotado a R$ 5,196, queda de 1,0% frente ao fechamento da véspera. A taxa de câmbio apresentou firme baixa em função do tom duro do Comitê de Política Monetária (Copom) em sua ata de decisão de política monetária, demonstrando compromisso em combater a aceleração inflacionária. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,96% em julho, após um aumento de 0,53% em junho, o maior valor para um mês de julho desde 2002. No exterior, a aprovação nesta terça-feira o projeto de infraestrutura de US$ 1 trilhão sustentou a tendência de valorização do dólar perante outras divisas. Por fim, o mercado de moedas se mantém atento ao cenário político, após a realização de desfile de veículos blindados e outros armamentos das Forças Armadas em frente ao Palácio do Planalto pela manhã e a possibilidade de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do comprovante impresso do voto pelo plenário da Câmara ainda hoje.

No início da manhã, o Banco Central (BC) divulgou a ata da decisão de política monetária pelo Copom da semana anterior, quando a autoridade monetária elevou a taxa básica de juros (Selic) em 1,0 ponto percentual, de 4,25% ao ano para 5,25%. O BC considerou que a inflação ao consumidor apresenta uma persistência acima do esperado, com diversos componentes subjacentes para a pressão sobre o nível de preços. A continuidade do desequilíbrio produtivo nos bens industriais, a “surpresa” com a inflação de serviços com a reabertura da economia, os aumentos nos preços de alimentos e os custos adicionais da bandeira tarifária de energia, em conjunto, contribuem para uma previsão de continuidade na aceleração inflacionária de curto prazo. Dessa forma, o documento argumenta que é necessário um ciclo de elevação de taxa de juros para um patamar contracionista. "Levando em conta o cenário básico e o balanço de riscos, o Comitê observou que, caso não haja mudança nos condicionantes de inflação, são necessárias elevações de juros subsequentes, sem interrupção, até patamar acima do neutro para que se obtenha projeções em torno das metas de inflação no horizonte relevante", afirma o documento, em referência aos anos de 2022 e 2023. Para a próxima reunião, em fins de setembro, o Copom antevê outro ajuste de mesma magnitude para a Selic, em 1,0 ponto percentual.
Mais tarde, IBGE informou que o IPCA avançou 0,96% em julho, frente a um aumento de 0,53% em junho. Este é o maior valor para o mês de julho desde 2002. Com isso, o indicador acumula alta de 4,76% no ano e de 8,99% nos últimos 12 meses. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta no mês passado – somente o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,65%) teve queda no período. As maiores contribuições vieram, respectivamente: (i) do componente habitação (3,10%), devido à alta da energia elétrica (7,88%); (ii) transportes (1,52%), puxados pelas passagens aéreas (35,22%) e combustíveis (1,24%); e (iii) Alimentação e bebidas (0,60%). “O mês de julho teve muita influência de energia, combustíveis, monitorados e alimentos. Foi uma alta com várias causas”, explicou o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.
No cenário político, o destaque foi o desfile de cerca de 40 veículos militares, dentre blindados, tanques, caminhões e jipes, em frente ao Palácio do Planalto para realizar um convite simbólico ao presidente da República, Jair Bolsonaro, para comparecer a um exercício militar em Formosa – GO, no dia 16 de agosto. Pelas redes sociais, o chefe do Executivo havia convidado os presidentes Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal de Contas da União, ministra Ana Arraes, do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, e do Tribunal Superior do Trabalho, ministra Maria Cristina Peduzzi. No entanto, nenhuma dessas autoridades compareceu. A parada militar elevou a tensão institucional, visto que ocorreu no mesmo dia em que está prevista a votação da PEC do comprovante impresso do voto pelo plenário da Câmara, mesmo após o texto ter sido derrotado em comissão especial na noite de quinta por 23 votos a 11. Após breve discussão se adiaria ou não a votação, Lira confirmou que a PEC será votada ainda na sessão de hoje do plenário.
Ao fim do dia, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira o pacote de US$ 1 trilhão em infraestrutura negociado por democratas e republicanos. O texto agora será enviado à Câmara, onde a tramitação do projeto pode ser mais demorada. 19 republicanos se uniram aos 50 democratas na votação a favor, ao passo que 30 republicanos foram contrários ao projeto. Embora possua ligeira maioria tanto na Câmara como no Senado, a proposta bipartidária era uma prioridade do governo de Joe Biden, que buscava demonstrar que o bipartidarismo ainda é possível no país com profundas divisões políticas. O pacote eleva o valor orçamentário aprovado para áreas de infraestrutura, como estradas e pontes, ferrovias, internet banda larga e obras para despoluição, de US$ 450 bilhões para US$ 1 trilhão, acréscimo líquido de US$ 550 bilhões.
No exterior, a moeda americana manteve sua tendência de valorização após a aprovação da proposta de infraestrutura. O dollar index, valor da divisa estadunidense frente a uma cesta de moedas de economias avançadas, terminou o dia cotado a 93,1 pontos, variação diária de +0,2%. Divisas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano e o rublo russo não tiveram direção definida na sessão de hoje, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan encerrou a sessão com ganho de 0,1%.
Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.
É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.
© 2026 StoneX Group, Inc.
Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.
Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.
Confiança
Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.
Transparência
Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.
Especialização
Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.