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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar despenca e fecha a terça cotado a R$ 4,943
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Câmbio refletiu ambiente de forte apetite por riscos internacional
O par real/dólar operou em queda expressiva durante toda a terça-feira (17) e encerrou a sessão negociado a R$ 4,943, baixa de 2,1% em relação ao fechamento de segunda-feira. Já o dollar index também teve forte recuo e terminou o pregão cotado a 103,3 pontos, variação de -0,8% ante à véspera. O mercado de divisas repercutiu o forte otimismo e apetite por riscos nos mercados internacionais, que impulsionou o bom desempenho de ativos de risco, como índices acionários, commodities e moedas emergentes. Contribuiu para o bom desempenho do real declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que a economia americana está forte o suficiente para suportar um rígido aperto monetário e que o banco central americano “continuará insistindo” no aperto até que a inflação recue “de maneira clara e convincente”. O cenário de maior apetite por riscos se estabeleceu logo pela manhã, após a cidade de Xangai anunciar que está três dias consecutivos sem novos casos de coronavírus. Em quarentena desde o final de março, este foi um marco extraoficial buscado pelas autoridades antes de iniciar o relaxamento das medidas de confinamento em outras cidades.
Variações | No dia: -2,14% | Na semana: -2,27% | No mês: -0,01% | No ano: -11,32% | Em 12 meses: -5,94% |

O dólar negociado no mercado interbancário teve sua maior queda diária desde agosto do ano passado e encerrou o pregão abaixo do patamar psicológico de R$ 5,00 pela primeira vez em quase duas semanas em um dia marcado por forte apetite por riscos pelos investidores internacionais. A onda de otimismo teve início logo cedo, quando Xangai atingiu a tão aguardada meta de três dias consecutivos sem novos casos de Covid-19, um marco extraoficial utilizado pelas autoridades antes de decidir pelo relaxamento do confinamento em outras cidades que passaram por quarentena. Embora nenhuma alteração tenha sido anunciada para Xangai, um dos principais polos industriais e financeiros do país e sede do maior terminal portuário do mundo em volume de contêineres, as esperanças são de que, em breve, a cidade esteja livre de novas infecções e possa retornar às atividades normais. Por outro lado, as restrições continuam sendo gradativamente elevadas na capital, Pequim, ao passo que o número de casos segue aumentando pouco a pouco à revelia das medidas adotadas até aqui.

O movimento de apetite por riscos foi intensificado à tarde, após declarações à imprensa de Jerome Powell de que o Federal Reserve “não hesitará em absoluto” a continuar aumentando as taxas de juros até que veja evidências “claras e convincentes” de que a inflação está se reduzindo e retornando à meta estabelecida de 2% pela instituição. “O que precisamos ver é a inflação recuando de maneira clara e convincente e vamos continuar insistindo até vermos isso. (...) Se não virmos isso, teremos de considerar agir de forma mais agressiva”, declarou Powell. O representante da autarquia concedeu que esse ciclo de reajustes pode reduzir o ritmo de atividade econômica dos Estados Unidos, porém, em sua avaliação, ele crê que o crescimento atual é forte o suficiente para suportar o aperto monetário e evitar uma recessão. Por fim, Powell declarou que o Fed não há um consenso sobre qual seria o nível neutro da taxa de juros americana no momento, mas que há “amplo apoio” para novos reajustes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões.

Por fim, é digno de nota que os dados econômicos publicados ao longo do dia superaram as estimativas de analistas, favorecendo o ambiente otimistas nos mercados. No Brasil, a inflação para o primeiro decêndio de maio ficou em 0,10%, segundo o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), da FGV, uma sensível desaceleração em relação à leitura de 2,48% de abril e abaixo da estimativa mediana de crescimento de 0,30% no período. Nos Estados Unidos, a produção industrial se elevou em 1,1% no mês de abril, acima de uma expectativa mediana de crescimento de 0,6% no período. E, na zona do euro, o Produto Interno Bruto se expandiu em 0,3% no primeiro trimestre de 2022 mesmo diante da guerra russo-ucraniana e da variante ômicron, ligeiramente superior à mediana das estimativas, que previam aumento de 0,2%.

No cenário externo, o ambiente sensivelmente positivo no cenário internacional enfraqueceu a moeda americana e levou o dollar index a terminar o pregão cotado a 103,3 pontos, variação de -0,8% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, o rand sul-africano e a rúpia indiana se valorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 52,033 pontos, avanço de 0,2% em relação ao término de ontem.

  • Moedas

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