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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar termina a quinta em queda,
cotado a R$ 4,919
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Apetite por riscos foi forte no mercado de moedas,
se opondo ao mercado acionário
O par real/dólar operou em baixa durante toda esta quinta-feira (19), encerrando a sessão negociado a R$ 4,919, variação de -1,2% ante à véspera. Já o dollar index também despencou e terminou o pregão cotado a 102,8 pontos, recuo de 1,0% em relação ao encerramento de quarta-feira. O mercado de divisas repercutiu o movimento de maior apetite por riscos e de recomposição de carteira, em que a moeda americana se enfraqueceu acentuadamente tanto contra seus pares europeus quanto contra divisas de economias emergentes. Os investidores evitaram ações e ativos relacionados a crescimento econômico, frente a receios de que a redução do crescimento econômico e a aceleração inflacionária serão maiores que o antecipado e podem lançar o mundo em uma recessão. Por outro lado, commodities e moedas emergentes tiveram significativo movimento comprador e se valorizaram na sessão. Contribuiu para o bom desempenho do real, também, notícias de que a quarentena em Xangai está sendo parcialmente relaxada, em um sinal de que, talvez, o pior já tenha passado para a China.
Variações | No dia: -1,24% | Na semana: -2,74% | No mês: -0,49% | No ano: -11,74% | Em 12 meses: -6,75% |

O dólar negociado no mercado interbancário caiu expressivamente nesta quinta-feira, em um pregão marcado pelo enfraquecimento do dólar e pela fuga de mercados acionários. A taxa de câmbio chegou a registrar uma mínima de R$ 4,880 (-2,0%), mas tornou a subir par encerrar o dia em R$ 4,919 (-1,2%). Um dia após a sessão de intensa aversão aos riscos, os investidores continuaram precificando um cenário de maior inflação e menor crescimento nos Estados Unidos e redirecionando parte de suas carteiras para outros mercados e ativos. Dessa forma, beneficiaram-se tanto os mercados europeus quanto divisas de economias exportadoras de produtos primários, como o Brasil.

Nesta quinta, o Departamento de Assuntos Econômicos da Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu as estimativas de crescimento global em 2022 de 4% para 3,1% e aumentou as previsões para a inflação mundial para 6,7%, citando a elevação de preços em alimentos, metais e energia causadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia. No mesmo tópico, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, afirmou que os líderes financeiros globais precisam se preparar para mais choques inflacionários, citando como possibilidade de novas dificuldades um recrudescimento da situação da Covid-19 na China e as crescentes pressões sobre os preços de alimentos e de energia em função do conflito russo-ucraniano.

Por fim, é digno de nota que os preços internacionais de commodities se elevaram no pregão de hoje diante das perspectivas de que a onda de Covid-19 na China já tenha passado sua pior fase. O Índice Bloomberg de commodities subiu 1,14% durante o dia, enquanto o Índice TR/CC CRB (Reuters) aumentou 1,42%. Hoje, mais distritos de Xangai permitiram aos seus residentes que deixem suas casas para compras de mantimentos após a cidade não registrar novos casos de coronavírus pelo quinto dia consecutivo. Ainda assim, as autoridades estão programando uma lenta reabertura ao longo do mês para evitar ao máximo a possibilidade de novos focos de infecção.

No cenário externo, um movimento de fuga do mercado americano derrubou o dollar index, que terminou o pregão cotado a 102,8 pontos, recuo de 1,0% em relação ao encerramento de quarta-feira.. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo se valorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 52,520 pontos, variação de +0,7% ante à véspera.

  • Moedas

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