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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar termina a segunda em baixa,
cotado a R$ 4,808
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Câmbio repercute cenário de forte otimismo internacional
A taxa de câmbio apresentou tendência de queda durante toda esta segunda-feira (23), encerrando a sessão negociada a R$ 4,808, recuo de 1,3% em relação ao fechamento de sexta-feira. Já o dollar index prolongou sua tendência de desvalorização da semana anterior e terminou o pregão de hoje cotado a 102,1 pontos, variação de -1,0% ante à véspera. O mercado de divisas refletiu o movimento internacional de amplo apetite por riscos e de venda de posições denominadas em dólar. O otimismo se estabeleceu logo cedo, com declarações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que as tarifas de importações impostas a produtos chineses sob a administração Trump estariam sob revisão, e afirmações da presidenta do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, de que as taxas de juros no bloco podem ser reajustadas “até o fim do terceiro trimestre”. Além disso, ativos de risco apresentaram desempenho positivo ao longo do dia, como índices acionários, commodities e moedas de economias emergentes, e o real apresentou o segundo melhor desempenho da sessão, atrás apenas do rublo russo.
Variações | No dia: -1,31% | Na semana: -1,31% | No mês: -2,75% | No ano: -13,74% | Em 12 meses: -9,75% |

O dólar negociado no mercado interbancário caiu pela terceira sessão consecutiva, testando a barreira de R$ 4,80 e encerrando o pregão cotado a R$ 4,808, queda de 1,3% no dia e seu menor valor desde 22 de abril. No ano, o real já acumula valorização de 13,7% frente à divisa americana. O dia foi de forte apetite por riscos, impulsionados logo cedo pelas declarações do presidente dos Estados Unidos a repórteres de que as tarifas de importações impostas a produtos chineses pela administração Trump poderiam ser reduzidas. “Elas foram impostas pela última administração e elas estão sob consideração”, declarou Biden. A declaração impulsionou a confiança dos investidores, visto que tal redução, se efetivada, auxiliaria a produção e as exportações chinesas ao mesmo tempo em que poderia reduzir as pressões de custos para os importadores americanos, contribuindo para reduzir as expectativas inflacionárias e para aumentar as de crescimento econômico global.

O otimismo externo impulsionou ativos de risco, como índices acionários e commodities – o Índice Bloomberg de Commodities subiu 1,4% na sessão, enquanto o Índice Thomson Reuters / CoreCommodity CRB aumentou em 0,8%. Os preços internacionais de commodities permanecem pressionados em função de choques de oferta provocados pela guerra entre Rússia e Ucrânia, já em seu quarto mês de conflito, e pelos efeitos das políticas de tolerância zero contra a Covid-19 adotadas pela China. Tal patamar elevado de preços beneficia as moedas de países exportadores de produtos primários, como o real brasileiro.

O dólar estendeu sua tendência de enfraquecimento da semana anterior e recuou em mais de 1,0% ao longo do dia. Há uma consolidação de expectativas de que o veloz e rígido aperto monetário a ser aplicado pelo Federal Reserve deve contrair a atividade econômica de maneira intensa nos Estados Unidos, de modo que haveria um descasamento com o crescimento de pares importantes, como Europa, Grã-bretanha e China. O enfraquecimento do dólar foi impulsionado, também, pela valorização de ativos europeus após os comentários da presidenta do BCE de que o banco central do bloco de moeda unificada “provavelmente (...) sair[á] de taxas de juros negativas até o fim do terceiro trimestre”. Atualmente, as taxas de depósito interbancário se encontram em -0,5% ao ano, e se encontram em território negativo desde 2014. A declaração de Lagarde é a primeira mais firme de que a autoridade monetária iniciará seu movimento de aperto das condições financeiras para buscar a estabilização monetária. Em abril, a inflação da zona do euro registrou crescimento de 7,4% em 12 meses, o maior patamar na série histórica iniciada em 1997.

No cenário externo, o dollar index manteve sua tendência de desvalorização e terminou o pregão de hoje cotado a 102,1 pontos, variação de -1,0% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo também se valorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 53,102 pontos, leve queda de 0,1% em relação ao término anterior.

  • Moedas

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